Discussão e Notícias

Jesus As A Supportive Fan At The Olympic Games In Vancouver by…

Diário Ateísta - Sun, 08/26/2012 - 07:32


Jesus As A Supportive Fan At The Olympic Games In Vancouver by debil.pictures

Um último contributo de Hitch

Diário Ateísta - Sat, 08/25/2012 - 14:54

Christopher Hitchens, mesmo depois de nos deixar, continua a “fazer-se presente”.

Esta sinto que não preciso de traduzir para Português

“If I convert it’s because it’s better that a believer dies than that an atheist does.”

Genuíno, polémico e irónico. Sempre, até ao fim.

Obrigado Hitchens. Obrigado.

A prova e os deuses.

Diário Ateísta - Sat, 08/25/2012 - 11:02
Provar hipóteses acerca de deuses é um problema complicado, em grande parte, pela confusão entre vários significados de “prova”. Alguns entendem “prova” como uma dedução formal e, assim, conseguem provar a existência de (pelo menos) um deus. Por exemplo: só Deus pode causar o universo; o universo tem de ter causa; portanto, Deus tem de existir. O problema é que a dedução formal não diz nada acerca das premissas e depende totalmente delas. Por isso, é fácil provar também o contrário partindo de outras premissas. Por exemplo: Deus está fora do universo; o universo é o conjunto de tudo o que existe; portanto, Deus não existe. Se bem que a lógica formal seja útil para avaliar algumas inferências, não chega para fundamentar conclusões. Para isso é também preciso ter atenção ao que se assume à partida.

Outra noção de prova é aquela que conhecemos dos tribunais, de indício forte da verdade de uma afirmação. É neste contexto que surgem as ideias de que não se pode provar a inexistência de algo e de que é quem defende que algo existe que tem o ónus da prova. Isto não é a melhor maneira de ver um problema como o da existência de algum deus porque esta noção de prova é mais adequada ao sistema judicial do que ao diálogo racional ou à análise imparcial de hipóteses. Como é praticamente impossível provar que o acusado não matou ninguém, e sendo o homicídio punido com anos de prisão, é justo que presumi-lo inocente a menos que haja indícios fortes da sua culpa. Mas se estamos apenas a discutir a hipótese de haver zero, um ou mais deuses, não faz sentido ser a “acusação” a arcar com ónus da prova ficando a “defesa” isenta de se justificar. Num diálogo racional cada parte tem o dever de justificar a sua posição, qualquer que esta seja.

Além disso, é falso que não se possa provar a inexistência de algo. A maioria dos leitores provavelmente considerá cientificamente provado que não existem unicórnios, fadas ou klingons. Isto porque a prova científica não é uma dedução com premissas arbitrárias nem um caso de tribunal. A prova científica é a melhor explicação, aquela que resolve o enigma que os dados nos apresentam encaixando no resto do nosso conhecimento e exigindo menos premissas que não tenham confirmação independente. Não pode ser uma mera dedução porque não partimos de axiomas, e a própria interpretação dos dados é questionável. Nem tem o carácter definitivo do trânsito em julgado. É sempre trabalho em curso, sempre potencialmente provisória e sujeita a correcções. E tem de ser sempre avaliada por comparação com as alternativas.

Consideremos, para ilustrar, duas hipóteses acerca da origem do universo. Uma é a de que o universo foi criado por um deus omnipotente, inteligente, que existe fora do espaço e do tempo e que tinha vontade de criar isto tudo. A outra é que o universo surgiu de uma flutuação quântica espontânea, sem causa. Ambas nos dão um relato acerca de como isto tudo surgiu. No entanto, a primeira invoca excepções a tudo o que sabemos. Uma criação milagrosa, um ser omnipotente que existe fora do espaço e do tempo, e assim por diante. Tudo isto são premissas que não podemos confirmar independentemente desta hipótese, e nada disto encaixa no que sabemos acerca da realidade. Em contraste, temos confirmação independente de que a matéria pode surgir espontaneamente, sem causa, e a energia total do universo parece ser nula, exactamente o que teria de ser se, de acordo com o que sabemos, a energia tivesse de se manter conservada. Na verdade, as hipóteses da física para a origem do universo – sem invocar qualquer deus – são muito melhores do que o esboço grosseiro que apresento aqui. Ficam tão além do criacionismo milagreiro que podemos considerar que são uma prova científica sólida de que o universo não foi criado por um deus.

O mesmo se aplica à própria existência de qualquer ser mitológico, de Apollo a Zeus, passando por Jeová, fantasmas ou o Espírito Santo. Os muitos relatos deste tipo de coisa em todas as culturas constituem um enigma que precisa ser esclarecido. Mas a melhor explicação, em todos os casos – e não em todos excepto um, como defendem os crentes de cada religião – é a de que as pessoas inventam estas histórias. Não é preciso nada de sobrenatural para explicar a epopeia de Gilgamesh, o Livro dos Mortos, o Génesis ou o Corão, nem para explicar as crenças que surgiram à volta destes escritos. A explicação natural, pela natureza humana, é muito mais consistente com o que sabemos, parte de premissas que podemos confirmar independentemente e explica todos os dados sem problema. A prova científica da inexistência de deuses é evidente não só na física, na química e na biologia, mas também na história, na literatura e na psicologia. A ciência dá-nos explicações muito melhores para tudo aquilo que as religiões poderiam explicar invocando deuses, e isso é uma prova sólida de que esses deuses não existem.

Já agora, antecipando a objecção de que a fé não quer explicar nada, admito que até possa ser verdade em alguns casos mas é irrelevante. Também a crença no Pai Natal ou os livros do Homem-Aranha não pretendem explicar nada, mas assumir que esses seres não existem continua a dar-nos uma explicação melhor, mais entrosada no que sabemos e com mais fundamento independente, do que a hipótese alternativa. Por isso, queiram explicar ou não, neste momento temos uma prova sólida de que estes seres são fictícios. Não é uma conclusão definitiva nem uma certeza absoluta. Mas é uma certeza forte, considerando o que sabemos. Suficientemente forte para não dar o benefício da dúvida a estas tretas.

Jesus In Cliffhanger

Diário Ateísta - Fri, 08/24/2012 - 14:29


Jesus In Cliffhanger

Jesus In Duck Hunt

Diário Ateísta - Fri, 08/24/2012 - 08:17


Jesus In Duck Hunt

Great blog , made my day !

Diário Ateísta - Fri, 08/24/2012 - 08:16

Thanks , that made our day !

Jesus On A Skydiving Team by jhunter

Diário Ateísta - Fri, 08/24/2012 - 07:42


Jesus On A Skydiving Team by jhunter

Uma “terceira vaga”?

Diário Ateísta - Fri, 08/24/2012 - 03:59

 O jornalista Nelson Jones, no website do New Statesman (antigo pasquim do próprio Christopher) faz a apologia de uma… terceira geração de ateísmo: o Ateísmo +

Esta é a minha tradução do texto do Nelson. A minha opinião sobre esta ideia encontra-se aqui.

“Deixem-me apresentar-vos o Ateismo+, um movimento nascente que poderá ser a coisa mais excitante a acontecer ao mundo da não crença desde que Richard Dawkins juntou-se a Christopher Hitchens para dizer ao mundo que “Deus é uma ilusão”, e que pior que isso, nem “Grande é”

Ateismo+ é uma ideia de Jen McCreight, uma estudante de biologia e secularista que pertence à rede Freethought. Ela reclama uma “nova vaga” de ateísmo que “importa-se como a religião afecta toda a gente e que procura aplicar cepticismo como forma de pensar, incluindo em aspectos sociais como, sexismo, racismo, política, pobreza e crime.

De certa forma, esta é a conclusão lógica da ascenção do chamado Novo Ateísmo e do crescimento que esta comunidade, baseada nas ideias de ateísmo, cepticismo científico e valores progressistas.

Ateismo+ é, na sua base, uma tentativa de criar uma “massa crítica” para a criação de um movimento que priorize a igualdade, e que o faça de uma perspectiva não-religiosa , procurando aproveitar um sentido de identidade que cresceu à volta da palavra “ateísmo” durante a última década

Ateísmo+, implica que existe uma “incompletude”, o que quer dizer que outros princípios precisam de ser acrescentados a ideia central para produzir uma filosofia mais completa. Mas a ideia central é ser um “ateísmo positivo”, indo muito para além da negação da crença.”

Que acham?

__________

Achei muito boa a apreciação do P.Z. Myers no seu blog:

“Assim como o Novo Ateísmo foi a incorpração de ciência no ateísmo, Ateísmo+ é uma sintese da justiça social no Novo Ateísmo.”

Muito interessante.

Sobre o "Ateismo+"

Diário Ateísta - Fri, 08/24/2012 - 03:56
Em relação ao artigo do Nelson Jones no New Statesman sobre o Ateísmo +, (e que apresentei aqui) ocorre-me dizer duas coisas

1) Compreende-se a necessidade de alargar o “novo ateísmo” para uma nova “versão” mais multicultural. Quando o novo ateísmo “nasceu” (com o artigo do Gary Wolf em Novembro 2006, na Wired Magazine) ficou muito conotado com os “cavaleiros” que acabaram por ser a “face” do novo ateísmo, para “o bem e para o mal”, como se costuma dizer; quatro homens brancos, intelectuais, académicos e “elitistas” (curiosamente sabe-se agora que Ayaan Hirsi Ali tinha sido convidada para fazer parte da agora icónica “conversa” entre os “quatro cavaleiros”, mas não pode estar presente no dia da filmagem).

O Ateísmo+ não é mais do que uma tentativa, tal como Wolf o fez em 2006, de dar um “nome” a um movimento novo, neste caso, que inclui mais mulheres (aliás se lerem o post original da Jen McCreight, é uma resposta dela ao “grupo dos bons rapazes” que é o ateísmo, e a defesa de uma posição mais feminista neste movimento), pessoas de outras raças e de outros locais do globo (a utilização do “+” é fácil entender que tem a ver com o sucesso que o Google+ está a ter neste momento).

2) Haverá sempre quem proteste (por tudo e por nada), neste caso pelo facto de “haver novos rótulos” para o ateísmo, quando a ateísmo sempre foi “suficiente por ele próprio”, sem precisar de novas roupagens. Como é de esperar, não concordo com este tipo de argumentos. O ateísmo, assim como outras filosofias de vida, evoluem normalmente, e adaptam-se a “corrente do tempo”. E o ateísmo nesse aspecto é um óptimo “modelo” para isso, cada vez mais a ciência contribui para o conhecimento do funcionamento da nossa mente e da nossa fisiologia, do funcionamento do mundo e do cosmos, o secularismo instala-se cada vez mais com novos desafios que isso traz, a igualdade entre sexos e entre raças causa um maior debate que é necessário.

Apesar de ser (orgulhosamente) um “novo ateísta”, vou esperar para ver o que vai acontecer ao “Ateísmo+”. Poderá ser uma “onda” (como foi os Brights) ou estará cá para ficar?

O ruim defunto arranja empregos

Diário Ateísta - Thu, 08/23/2012 - 16:01

Favores obtidos pela intercessão de São Josemaria Escriva

Agora está muito contente e parece outra

A minha filha andava há vários anos saindo do emprego para o desemprego uma e outra vez. Porém, a última vez que encontrou um lugar de trabalho, este não lhe convinha devido às suas habilitações, pelo que voltou ao desemprego durante 3 ou 4 meses. Comecei a notar nela sintomas de depressão e falta de confiança em si própria, como tinha acontecido em épocas de desemprego anteriores. Rezei duas vezes a novena do trabalho a S. Josemaria. Conseguiu, então, um emprego, onde trabalha actualmente.

Jesus Wins A Boxing Match

Diário Ateísta - Thu, 08/23/2012 - 07:53


Jesus Wins A Boxing Match

Insanidade completa!

Diário Ateísta - Thu, 08/23/2012 - 02:36
Por esta altura já toda a gente sabe (na imprensa Portuguesa escrita inclusive tenho visto muitas peças sobre este tema), um candidato a senador nos Estados Unidos pelos Republicanos, disse que “quando uma violação é legitima, o corpo da mulher tem formas de impedir a gravidez”.

Insanidade? Completa.

Ignorância? Obvia.

Fanatismo? No limite.

Este tipo de argumentação serve para se poder ser contra a interrupção voluntária de uma gravidez, e neste caso por causa de convicções religiosas, porque se uma “mulher for legitimamente violada”, não há forma de haver gravidez.

Aliás , neste vídeo do programa da Rachel Maddow, pode-se ver que alguns dos conservadores Americanos “oferecem” a ideia que, uma mulher quando é violada, não pode acontecer gravidez. Um deles chega a dizer que deus “coloca um pequeno escudo que impede a fecundação".


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Como disse, insanidade completa.

Mas o que é muito mais interessante, é ver os protestantes Americanos que mais próximos estão dos “corredores de poder” saírem… em defesa destas posições.

Os já infamemente conhecidos Tony Perkins do Family Research Council disse que “nós apoiamos totalmente Akin [o candidato]" e o Bryan Fisher, da American Family Association’s basicamente disse também que, sim senhor, não percebo nada de biologia reprodutiva, mas deve ser assim.

E assim os líderes religiosos mostram o perigo que são para a sociedade Americana, e indiretamente para o resto do mundo. Quando a biologia humana é ignorada, quando a parte emocional é desprezada, quando a solidariedade humana é acessória, temos a “moralidade cristã a vir ao de cima”.

Patético e preocupante.

As mulheres, essas “subversivas”

Diário Ateísta - Wed, 08/22/2012 - 15:46

“Universidades no Irão anunciaram que cerca de 80 matérias, tanto em artes como em ciências, estarão proibidas às alunas.

As estudantes souberam da proibição, que vai afectar 77 áreas em 36 universidades, através de uma carta.

As mulheres no Irão são sujeitas a muitas restrições culturais. Como a segregação afecta maioritariamente mulheres já fora da idade escolar, estas novas regras visam uma nova geração de mulheres. Ainda mais quando, e segundo o U.N.’s Educational Scientific and Cultural Organization (UNESCO), 52% dos alunos nas nas universidades são mulheres. Em ciência essa percentagem é ainda maior e chega aos 68%.

Esta iniciativa é devido a líderes religiosos muçulmanos estarem crescentemente preocupados com o aumento dos padrões educacionais entre mulheres e uma possível contribuição para uma diminuição de casamentos e nascimentos.

Alguns dos sectores da sociedade Iraniana vêem estas medidas como uma forma de tentar banir o feminismo. Por exemplo, a Nobel Shirin Ebadi é uma dessas pessoas que pensa que esse é o espírito por detrás desta medida. ”

Ver aqui.

Hummmm. Onde é que já ouvimos isto antes por parte de mais “lideres espirituais”? As mulheres têm é de ficar em casa e parir criancinhas?

A religião envenena tudo.

Jesus as a Knife Thrower’s Assistant

Diário Ateísta - Wed, 08/22/2012 - 09:04


Jesus as a Knife Thrower’s Assistant

A ICAR perde a Irlanda

Diário Ateísta - Wed, 08/22/2012 - 08:58

Índice Global de Religiões e Ateísmo mostra que mais de metade dos irlandeses já não são religiosos

O último inquérito mundial remontava a 2005. Passados sete anos, o Índice Global de Religião e Ateísmo mostra que o número de ateus não tem parado de crescer e já representa 13% da população mundial. No total, mostra a sondagem feita em 57 países pelo Instituto WIN- -Gallup International, a população religiosa caiu 9% no mundo inteiro e nem os países com maior tradição católica escapam à tendência. É o caso da Irlanda, onde se verificou a maior quebra.

Os campos.

Diário Ateísta - Tue, 08/21/2012 - 23:49
Uma hipótese plausível da física moderna é que o Universo surgiu espontaneamente por processos quânticos descritos como flutuações nos campos correspondentes às partículas fundamentais. É este o tema central do livro de Lawrence Krauss, A Universe from Nothing. Há umas semanas o Alfredo Dinis transcreveu o que chamou «a devastadora crítica de David Albert a Krauss», na qual Albert afirma que os campos da mecânica quântica são “coisas físicas”, «não menos que girafas ou frigoríficos ou sistemas solares» e que «O verdadeiro equivalente ao nada nos campos da mecânica quântica relativista não é esta ou aquela combinação particular dos campos [mas sim] a simples ausência de campos»(1). Isto não faz sentido, e penso que o Alfredo só considerou esta critica como sendo “devastadora” porque não percebeu bem o que “campo” quer dizer neste contexto.

Matematicamente, um campo é uma função que relaciona pontos e valores. É uma abstracção e não um objecto material. Mesmo quando é aplicado na física, onde os valores são grandezas mensuráveis relevantes como a gravidade ou o electromagnetismo, continua a ser um conceito abstracto e podemos definir os campos que quisermos. Por exemplo, podemos definir o campo do chocolate como sendo a função que faz corresponder a cada ponto a massa do chocolate que estiver a menos de 10cm desse ponto.

É fácil ver que este campo não é uma “coisa física” como «girafas ou frigorificos ou sistemas solares», ao contrário do que Albert defende. O campo descreve, pelo seu valor numérico, algo de físico – a massa de chocolate nessa região do espaço – mas, por si só, é apenas um conceito. Não surge nada de novo no universo só por definirmos este campo*. Também é fácil perceber a confusão de perguntar se este campo existe, ou se existe na Terra ou em Marte. Este campo apenas “existe” como conceito mas, como podemos fazer corresponder qualquer ponto a um valor de massa de chocolate, “existe” tanto em Marte como na Terra. O que acontece é que, tanto quanto sei, em Marte todos os valores deste campo serão zero. Mas o campo “existe” em Marte da mesma forma meramente conceptual como “existe” na tablete de chocolate que tenho na cozinha. E como “existia” antes do universo existir.

Este é o primeiro ponto importante que queria que o Alfredo percebesse. Quando nós modelamos o universo, conceptualmente, como coisas a causar outras coisas, é inevitável perguntar “o que causou a primeira coisa?” porque qualquer ideia que formulemos nos compromete à existência dessas coisas pelas quais descrevemos o universo. Sejam deuses ou electrões. É assim que Albert está a pensar, e é assim que os teólogos, filósofos e cientistas pensaram neste problema durante muito tempo. Mas esta noção de campo dá-nos um ponto de partida diferente porque não presume nada acerca da existência de coisas. Pensar nos valores do campo do chocolate em Marte não presume haver chocolate em Marte, ou em lado algum. Nem faz sentido exigir “a ausência de campos”. No vazio do nada o campo do chocolate será nulo, mas “existe” lá da mesma forma como “existe” aqui e em Marte. Conceptualmente, mais nada.

Esta mudança de paradigma revela outro ponto importante. Quando pensamos em coisas (forças, ondas, matéria, etc) o estado mais elementar, a partir do qual teremos de explicar outros, será aquele em que nenhuma coisa existe. Daí a pergunta “porque existe algo em vez de nada?” Mas se pensarmos em campos em vez de em coisas, além de não se pôr a questão dos campos existirem ou deixarem de existir, também não é evidente que o valor que exige menos explicação seja sempre o valor nulo. Para o campo de chocolate é, porque qualquer valor não nulo implica uma mistura complexa de moléculas orgânicas muito específicas. Mas do campo electromagnético, por exemplo, o que sabemos é que não se pode manter exactamente nulo porque está sempre sujeito a uma indeterminação significativa e oscila espontaneamente. Neste caso, se definirmos um “nada” onde este campo é exactamente nulo já não estamos a definir um estado fundamental de onde explicamos o resto mas sim um estado que não se consegue explicar e que, tanto quanto sabemos, é impossível de atingir.

A crítica de que no nada não podiam existiam campos é tão disparatada como exigir que alguém inventasse o número um antes de poder aparecer a primeira coisa. O campo do chocolate sempre “existiu” porque é apenas um conceito, tal como o número um. E se queremos explicar a origem deste universo temos de o fazer a partir de um estado, mesmo que hipotético, que exija menos explicação. Isto força-nos também a rejeitar a ideia de que todos os campos seriam nulos porque, em geral, isso é impossível de justificar. Para perceber a resposta da física moderna à pergunta “porque há algo em vez de nada?” é preciso perceber estes dois aspectos. Primeiro, que os elementos fundamentais da descrição moderna da realidade não são as coisas em si mas sim conceitos matemáticos nos quais a existência ou inexistência de cada coisa é representada por combinações de valores. E, em segundo lugar, que o estado mais fundamental, menos carente de justificação, a partir do qual explicamos o resto não corresponde a ter exactamente, e permanentemente, zero em todos esses valores.

*Infelizmente. Mais chocolate é sempre bom.

1- Comentário em A fé, adenda.

Podem ser o início do inverno islâmico

Diário Ateísta - Tue, 08/21/2012 - 16:02

Os movimentos islâmicos não foram o gatilho da Primavera Árabe, mas estavam melhor organizados e preparados no momento de colher os frutos de transição política para a democracia.

No Egito, a Irmandade Muçulmana não só ganhou a eleição, como também conseguiu construir pontes com o Ocidente e apagar os militares do mapa político. Seu triunfo é talvez o mais espetacular, mas não o único. O islamismo foi fortalecido na Tunísia, Síria, Jordânia, Líbia…

 

Jesus As Da Vinci’s Vitruvian Man

Diário Ateísta - Tue, 08/21/2012 - 11:32


Jesus As Da Vinci’s Vitruvian Man

ICAR – uma Igreja vesga

Diário Ateísta - Tue, 08/21/2012 - 09:18

 

A igreja excomungou os “vermelhos”… ao contrario dos pedófilos, nazis e mafiosos”

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