Discussão e Notícias

Wow, the pictures you post are great. Do you make them?

Diário Ateísta - Thu, 08/30/2012 - 12:59

Yes, they are each individually painted by our in-house artist.

Igreja Mundial usa de politicagem para sumir com rua de São Paulo

Diário Ateísta - Thu, 08/30/2012 - 10:09

O povo de Santo Amaro vai ter que conviver com mais gritaria e menos ruas.

No Folha e no Terra sairam uma notícia que mostra como funciona a política quando tem crente no meio.

Em 1988, uma lei definiu que deveria ser feita uma rua em Santo Amaro, só que ela acabou não sendo feita. Ainda assim, tava na lei que determinado trecho de um terreno ia ser a rua. A Igreja Mundial comprou o terreno e mandou ver na obra, pouco se lixando com o fato de que devia ter uma rua ali. A prefeitura de São Paulo não fiscalizou a bagaça e a obra tava já razoavelmente adiantada quando descobriram a filhadaputice da Mundial.

Ontem, a Câmara Municipal passou um projeto do Gilberto Kassab para eliminar a lei que dizia que a rua devia ser feita, para que a igreja continue a ser feita sem ser incomodada.

O projeto teria sido passado por 31 vereadores que votaram a favor, 1 que votou contra e todos os do PT que se abstiveram e, portanto, perderam a oportunidade de melar essa pouca vergonha. Esses vereadores estariam fazendo um favor a um ex-vereador e deputado federal José Olimpo que havia votado para eleger José Police Neto (PSD) como presidente da Câmara a troco desse favorzinho do Kassab. Agora dizem que o Valdomiro Santiago, que chora feito um coitado na TV se o que me dizem está certo, vai fazer propaganda pra ele dentro da igreja.

Eu? Como a Mundial foi safada ao fazer o tempo pouco se lixando com as leis, só de raiva fazia a bendita rua. Rua nunca é demais em São Paulo.

Diário de uns Ateus

Diário Ateísta - Thu, 08/30/2012 - 09:33

Por opção editorial, o exercício da liberdade de expressão é total, sem limitações, nas caixas de comentários abertas ao público disponibilizadas pelo Diário de uns Ateus em www.diáriodeunsateus.net . A linguagem pode, por vezes, resvalar para o mau gosto e ferir alguns leitores, pelo que o Diário de uns Ateus não aconselha a leitura a menores ou a pessoas mais sensíveis.

As crenças, notícias, controvérsias e linguagem usada pelos comentadores deste espaço não refletem, de algum modo, o pensamento dos colaboradores do Diário de uns Ateus. Os participante são incentivados a comportarem-se com urbanidade e respeito pelos outros comentadores e pela diversidade de opiniões.

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) reserva-se o direito de fornecer às autoridades informações que permitam identificar quem use as caixas de comentários em http://www.diariodeunsateus.net/ para cometer ou incentivar atos considerados criminosos pela Lei Portuguesa, nomeadamente calúnias, difamações, apelo à violência, desrespeito pelos símbolos nacionais, incitamento ao racismo, xenofobia, homofobia ou quaisquer outros.

Nota: este texto está em linha com advertências similares de outros sites da Internet.

Jesus In A Hula Hoop Competition

Diário Ateísta - Thu, 08/30/2012 - 08:48


Jesus In A Hula Hoop Competition

Jesus As A Pickaxe

Diário Ateísta - Wed, 08/29/2012 - 14:37


Jesus As A Pickaxe

ADÃO EM DIFICULDADES

Diário Ateísta - Wed, 08/29/2012 - 10:16

Por

C.  F.

Claude-Marie-Paul Dubufe, foi um pintor francês de temas históricos e retratista, nascido em 1790, que teve como mestre David.

Destacou-se com a sua vasta obra de retratos, mas, de início pintou temas clássicos e, depois, bíblicos. Faleceu em 1864.

Este Adão e Eva, DE 1827, é difícil de entender!
Adão mostra-se espantado e amedrontado, apesar de Eva o comtemplar protetora e embevecida.
O estranho é Adão apresentar uma minúscula parra que esconde…quase nada!

Será que o medo de Adão se deve a ter percebido naquele momento que não podia fecundar Eva?
Ou estará ele com medo do leão e dos crocodilos?

Como é possível um Adão destes ter gerado a humanidade toda?
Talvez o pintor também não pudesse explicar o que pintou…!
Será o resultado do moralismo do meio em que viveu?
Pobre pintor…

Jesus As A Thong by phildesignart

Diário Ateísta - Tue, 08/28/2012 - 13:11


Jesus As A Thong by phildesignart

A opinião de um bispo católico

Diário Ateísta - Tue, 08/28/2012 - 10:49

Bispo justifica pedofilia: ‘tem criança que provoca’

“Se ficares distraído, provocam-te”. Refere-se assim a meninos de 13 anos. O bispo Bernardo Álvarez encerra nesta justificativa a origem de um crime: os abusos sexuais contra menores.

Jesus Attempting To Catch The Garter At A Wedding

Diário Ateísta - Tue, 08/28/2012 - 08:09


Jesus Attempting To Catch The Garter At A Wedding

Data a recordar

Diário Ateísta - Tue, 08/28/2012 - 03:05

Há 102 anos (28 de agosto) os deputados do Movimento Republicano ganharam as eleições nos círculos de Lisboa, Porto, Aveiro e Setúbal.

Foram os arautos da epopeia que, menos de dois meses depois, teve lugar na Rotunda. Foram os heróis civis do 5 de Outubro, a data que os analfabetos desconhecem e os ressentidos querem fazer esquecer.

O clero, comprometido com a monarquia, teve nestes quatro círculos eleitorais a primeira derrota significativa.

Porque há furacões e "furacões"

Diário Ateísta - Tue, 08/28/2012 - 02:49
Esta é daquelas que é “boa demais” para ser escrita por um comediante.

A batshit crazy da Michele Bachmann, mais uma que gostava de ver os Estados Unidos a tornarem-se uma teocracia cristã, aparentemente consegue ler (melhor que os outros todos) a mente de deus.

No último outubro, quando o furacão Irene assolou a Costa Este dos USA, a “profeta da idiotice religiosa" disse que: “Eu não sei quanto mais Deus precisa de chamar a atenção aos políticos. Nós temos tido furacões, terramotos. Ele está a dizer-nos “quando é que Me vão começar a dar atenção? (…) O governo está obeso e é preciso cortar na despesa”.

Para além do extraordinário insight da maluquinha de Arroios (lá do Minesota, claro) sobre a "obra" de deus que envia furacões que dão cabo da vida daqueles que supostamente acreditam “nele”, de forma a dar recados aos políticos, deus também percebe de finanças e sabe qual deve ser o défice. É o deus da Bachmann: generoso no mal que faz, mas comedido sobre o orçamento do governo.

Agora que os Republicanos (e a ”colheita” deste ano é só fanáticos religiosos) estão a ter a sua Convenção em Tampa, Florida, o furacão Isaac anda a fazer das suas nessa região da América.

Vamos então “em directo” para a maluquinha de Arroios que acha que: “Neste momento estamos a ver um furacão político neste país. Um furacão espiritual na nossa terra. E está na altura de cada um de nós mostrar o que pode fazer por Ele.”

Brilhante!!!

Assim sabemos que “deus” está claramente a enviar uma mensagem aos Republicanos! Deixem-se de tentar forçar deus na praça pública e deixem o coitado do “senhor” em paz, que ele tem mais que fazer do que andar a aturar gente maluca.



O Islão continua pacífico

Diário Ateísta - Mon, 08/27/2012 - 16:18

CABUL – O Talibã decapitou 17 civis afegãos que fizeram uma festa mista, entre homens e mulheres, no sul do país. Autoridades no país confirmaram as execuções nesta segunda-feira, 27, dizendo que os insurgentes mataram os 15 homens e as duas mulheres.

O crime seria uma retaliação ao facto de terem ido a uma festa na qual os participantes ouviram música e dançaram, o que contraria a interpretação do ramo radical do Islão seguida pelos milicianos da região.

Ainda sobre a circuncisão

Diário Ateísta - Mon, 08/27/2012 - 11:24

A recente decisão de um tribunal alemão (que não teve o mesmo eco do governo) acerca da circuncisão tem feito correr muita tinta nos jornais pois mexe com um assunto sensível que envolve bem mais do que a prática em si.

Tal como já afirmei há algum tempo atrás sou contra qualquer imposição religiosa a crianças de tenra idade, sendo que neste caso a coisa é mais grave, pois implica modificações a nível físico. Alguns rituais de iniciação – como o baptismo católico – são inofensivos, só que no que toca às outras religiões monoteístas (não exclusivamente) a coisa é bastante diferente, incluindo o tão popular acto de ablação de uma parte da pele na zona genital dos bebés do sexo masculino, irreversível e com possíveis efeitos danosos.

Infant male circumcision is genital mutilation

O artigo que serve de base a este post defende uma ideia que vai ao encontro do bom senso (pelo menos da minha parte), equiparando circuncisão infantil a mutilação genital. A questão esbarra claro, no consentimento – ou seja, uma vontade genuína e livre de uma pessoa adulta e consciente –, algo que não me parece estar muito patente quando um mohel corta o prepúcio de um recém nascido – sendo que de seguida (prática comum entre os mais ortodoxos) retira o sangue da ferida com a sua própria boca (curioso), o que não impede a transmissão de doenças tipo herpes.

Claro que em defesa disto tudo aparecem várias razões, entre “médicas”, “higiénicas” ou “estéticas”. Concentrando-nos nas duas primeiras e deixando a tradição para os parágrafos seguintes, têm vindo a ser desmistificadas pelos profissionais da área: a British Medical Association indica que “os benefícios ou danos ainda não foram provados, mas há riscos evidentes de dano se a prática é mal executada”. É ainda evocada em África como eficaz contra a SIDA, mas tal foi recentemente posto em causa (apesar de também serem alvos de crítica) após testes em três países, Quénia, África do Sul e Uganda.

Por exemplo, no mundo ocidental e maioritariamente cristão, uma considerável percentagem da população dos EUA é circuncidada, ainda hoje. Tal prática tornou-se comum no séc XIX como “ferramenta para impedir os rapazes de se masturbar”, algo que nos dias de hoje parece ser muito pouco eficaz. O autor do artigo falou com homens circuncidados (em Inglaterra) e obteve diversas reacções. Um falou de como se sente mutilado e abandonado pelos pais. Outro fala mesmo em ser portador de uma deficiência ou anomalia.

“Quando um costume persiste depois de deixar de atingir os objectivos das suas funções originais passa a ter o estatuto de ritual”

Numa das passagens o autor convida todos a imaginarem-se presos a uma cama e a sofrerem uma ablação genital por vontade dos pais e cujos motivos invocados variam entre a entrada forçada na sua religião, a falta de confiança em termos de limpeza genital e o facto do dito órgão dever ser mais parecido com o do seu progenitor. Claro que ao se permitir isto também viabiliza que se comece a tatuar ou a colocar piercings nos bebés, nomeadamente se for invocada uma razão estética. Quanto à tradição, bastará então esperar umas duas gerações.

E invocar liberdade religiosa no meio disto tudo é quase falacioso, não esquecendo que é e será associado a um ataque à própria comunidade religiosa, ao estilo de quando se mistura o racismo contra determinada minoria com a crítica aos seus costumes/religião no mesmo saco – nada se pode fazer em relação aos seus dogmas e/ou tradições, por mais bárbaras que sejam, entrando logo no domínio do politicamente correcto e ferindo muitas sensibilidades. E gente como os mohels vão perder dinheiro e/ou influência: isso é um facto. E estão no seu direito de protestar.

Jesus Bidding One Dollar Over The Highest Bid (And Winning) On…

Diário Ateísta - Mon, 08/27/2012 - 07:49


Jesus Bidding One Dollar Over The Highest Bid (And Winning) On The Price Is Right by jhunter

Treta da semana: ensino profissional.

Diário Ateísta - Sun, 08/26/2012 - 15:25
Há uns tempos criticaram alguns cursos superiores por falta de empregabilidade, sugerindo que o Estado regulasse a educação pelo mercado de trabalho em vez de por valores culturais ou pelos interesses dos alunos. Agora estão a aplicar o mesmo princípio ao ensino secundário. O ministro da educação quer «chegar aos 50 por cento na parte da escolaridade obrigatória [do 10º ao 12º ano] no ensino profissional»(1). Isto é uma asneira.

Primeiro, há o problema prático de implementar esta oferta no ensino público. A formação profissional é muito específica, exigindo muitos cursos diferentes como apoio à infância, apoio à gestão desportiva, animador sociocultural, gestão equina, turismo ambiental e rural, apoio psicossocial, vitrinismo e assim por diante (2). Além disso, as escolas têm de adaptar a oferta à procura na sua região. No entanto, os cursos são de três anos, do 10º ao 12º ano de escolaridade, e precisam de ser preparados com antecedência, o que implica um período mínimo de quatro anos entre a identificação das necessidades e a formação dos primeiros candidatos. É duvidoso que se consiga prever a procura por técnicos de vitrinismo ou de gestão equina com quatro anos de antecedência. Quem cair na larga margem de erro entre a estimativa e a realidade vai acabar com uma formação profissional especializada em algo que ninguém quer.

Há também o problema prático de organizar professores e alunos. Conheço um caso em que, após consulta do comércio local, um agrupamento de escolas reservou algumas turmas para formação de técnicos de vitrinismo. Não havendo docentes com experiência a preparar montras, desenrascaram-se com professores de áreas como educação visual. E acabou por não haver alunos, mas já não se podia alterar o número de turmas depois das inscrições. Esta caldeirada ad hoc de cursos, além de desperdiçar recursos, não garante um ensino de qualidade porque os mais habilitados para ensinar estas coisas são profissionais do sector privado e não os docentes do ensino público.

Deviam ser as associações de empresas a identificar e dar a formação que julgassem valer a pena. O contributo da escola pública seria, no máximo, o de dar aos alunos interessados algum tempo para terem estágios de formação nas empresas. Desta forma, garantia-se que só era dada formação profissional que valesse mesmo a pena (suspeito que muitos destes cursos só lá estão por estar), o sistema podia adaptar-se rapidamente às mudanças no mercado de trabalho e o ensino teria a qualidade que as empresas exigissem.

Pior do que estas questões práticas é o objectivo expresso de que «os jovens escolham as suas carreiras»(1) quando ainda estão na escola. Nem é uma altura boa para isso nem é realista esperar que vão fazer sempre o mesmo durante décadas de actividade profissional. O maior problema da nossa força laboral não está nos jovens acabarem o 12º ano sem experiência em gestão equina ou apoio psicossocial. O pior é o grande número de profissionais com pouca formação académica que passou décadas a fazer sempre o mesmo numa empresa que agora faliu. São excelentes profissionais mas demasiado especializados e sem capacidade para mudar de profissão. Em vez de prevenir esta situação com uma educação mais ampla vão agravar o problema afunilando a formação com o propósito declarado de formar trabalhadores menos adaptáveis. A par disto, cortam também «564 milhões de euros ao eixo da "adaptabilidade e aprendizagem ao longo da vida"».

Com a rapidez com que a tecnologia e o mercado mudam hoje em dia, o mais importante em qualquer profissão é a capacidade de aprender. Para que os profissionais sejam bons a longo prazo é preciso ensinar-lhes a ler, a resolver problemas, a estudar e a escrever. Em suma, a aprender. Desta forma facilmente aprenderão a gerir equídeos ou apoiar o turismo rural, conforme precisem. O contrário, escolher aos 16 anos uma carreira para a vida, é disparate.

Mas o mais importante é que o dever do Estado não é formar profissionais à conveniência das empresas. O dever do Estado é formar pessoas pelo direito que cada pessoa tem a uma educação, que é muito mais do que o mero treino profissional. Cada pessoa tem o direito de votar, de educar os seus filhos, de usufruir da sua herança cultural e de participar na criação artística e científica da sua sociedade. A educação pública deve garantir a formação necessária para exercer estes direitos, o que exige aprender coisas como ciência, filosofia e literatura em vez de aprender a servir cafés ou coser sapatos.

Enquanto a formação académica visa o desenvolvimento da pessoa, o que é um direito e transversal a todos os aspectos da sua vida, a formação profissional foca apenas a relação comercial entre o empregado e o patrão, e os seus benefícios económicos repartem-se por ambos. Por isso, a formação profissional devia ser um complemento à formação académica e nunca uma alternativa. E devia ficar a cargo das empresas porque estas, além de mais habilitadas do que o Estado, também beneficiam directamente de trabalhadores com formação profissional especializada. Ao Estado compete formar cidadãos capazes de exercer os seus direitos e de usufruir da sua cultura independentemente da profissão que escolham. Formar empregados é uma tarefa para as empresas.

1-SIC, Governo quer que 50% do ensino obrigatório seja profissional
2- DRELVT, Min.Edu.,Cursos profissionais de nível secundário (pdf)

A Europa pós-Breivik

Diário Ateísta - Sun, 08/26/2012 - 15:11

 Se Breivik não é louco, podemos pedir contas aos que o inspiraram?

A Europa depois de Breivik provavelmente não será a mesma. 21 anos de prisão (extensíveis se for considerado um perigo para a sociedade) parecem pouco para quem dizimou 77 vidas daquela maneira. Mas o que realmente interessa é o seu legado e as suas motivações – em nome da liberdade de expressão não se pode entrar numa via de censura (não gosto muito do título do artigo citado) aos autores e ideólogos que o inspiraram, pois dessa maneira teríamos de ter o mesmo peso e medida com autores como Marx ou Nietzsche.

Mas uma coisa é certa para quem tem esta paranóia (que Breivik levou a um extremo) com uma possível “invasão” do islão, nomeadamente os opositores ao laicismo (algo que me parece comum aos sectores conservadores que estes movimentos aglutinam). A melhor maneira será trabalhar no sentido de colocar todas as religiões de fora da esfera pública e de se manter os direitos, liberdades e garantias, sem medo de ofender e com tolerância zero em relação a determinados comportamentos associados às tradições e doutrinas religiosas, nomeadamente quando entram em conflito com as leis dos países e direitos fundamentais. Eu não me identifico com  um multiculturalismo que tolere ataques aos direitos e liberdades e garantias da parte de quem até acaba por beneficiar deles. E a “civilização judaico-cristã” (mencionada mais abaixo) é bem mais do que a sua parte religiosa, é todo o conjunto de valores associados.

A Contra-jihad

«“nasceu nos Estados Unidos da América e foi exportado para a Europa Ocidental. É de inspiração neoconservadora, mesmo que muitos dos seus adeptos sejam verdadeiramente de extrema-direita” (…) “As suas ideias centrais são que o islão não é uma religião, mas um projecto político totalitário, o que implica que não possa existir um islão “moderado”, e que o islão tem por objectivo a subjugação do mundo não muçulmano pela jihad, tanto armada como ideológica. Daí a necessidade de os ocidentais praticarem uma contra-jihad para defenderem a civilização “judaico-cristã”, e a necessidade de se proibir a prática do islão e da imigração muçulmana”»

Eurábia

«A esta visão da Europa ameaçada não falta o gosto do complot, através da teoria da Eurábia de Bat Ye”Or (pseudónimo de Gisèle Littmann), “que analisa a História contemporânea pelo prisma de uma mítica aliança conspiracionista a favor do islão político” (…) “A ideia da Eurábia é a de que a Europa se submeteu voluntariamente ao islão, não só aceitando acolher imigrantes muçulmanos, mas também por privilegiar uma política de diálogo social e diplomático com o mundo árabe e muçulmano. É uma teoria da conspiração”

Segundo reza a teoria, os líderes da União Europeia começaram a vender a Europa ao mundo árabe na década de 1970, aquando da primeira crise do petróleo (…)

Ainda que os dados não corroborem estes argumentos, gostam de falar de demografia (…) que os muçulmanos querem fazer da Europa um continente islâmico, que ao terem tantos filhos vão sobrepor-se aos europeus, vão obrigar as mulheres todas a usar niqab (…)

Muitas das estrelas da contra-jihad são americanas, ligadas à extrema-direita israelita. “Israel é visto como um último bastião da luta pelos valores da civilização ocidental”, sublinha Liz Fekete. Mas estão a estabelecer elos com ideólogos na Europa, que não são os suspeitos do costume, como a família Le Pen em França. “Há uma nova geração de direita, conservadores culturais que não são necessariamente inspirados pela ideologia nazi ou fascista, mas que acreditam na preeminência da civilização ocidental e são hostis à igualdade entre as religiões ou culturas”, explica. Nas palavras de Breivik, esta é a luta contra os “marxistas culturais” e o feminismo.

Pamella Geller e Robert Spencer têm-se destacado no estabelecimento de contactos com a Liga de Defesa Inglesa e outras organizações e com ideólogos nórdicos, para criar associações transatlânticas. A Suécia tem sido o palco para fazer as reuniões agregadoras. Estão a dar corpo a um movimento que, diz Liz Fekete, até agora, tem sido essencialmente virtual. “Se Breivik é louco ou não, nem é o que interessa; o importante é que as ideias que expressou circulam todos os dias na Internet. Podemos dizer que as pessoas psicóticas vêem as suas ideias constantemente confirmadas nestes sites, por vezes com links para sítios respeitáveis nos seus países, sentem-se encorajadas. Será o que aconteceu com Breivik.” »[Público]

Recordando JP2

Diário Ateísta - Sun, 08/26/2012 - 11:58

As preocupações do Diário de uns Ateus com a ofensiva reacionária e antidemocrática dos meios religiosos, manifestadas desde o seu aparecimento na Internet, começam a ser partilhadas por diversos cidadãos que descobrem o perigo do proselitismo raivoso, da defesa de valores anacrónicos e da exaltação dos próceres eclesiásticos. Há, nos dois monoteísmos prosélitos – o cristianismo e islamismo – uma escalada clerical metódica e concertada.

Até hoje, não houve da parte do Vaticano uma condenação do fascismo islâmico (não há outro nome para definir as teocracias) pela pena de morte contra Salman Rushdie ou pela criminosa aplicação da sharia. No entanto, grasna e crocita contra o laicismo e as decisões democráticas dos países livres, na França, em Espanha ou na Irlanda.

O livro «Memória e Identidade», de JP2, de que a ICAR já deixou de falar, mas a que continua fiel, é um vómito contra a liberdade expelido pela Cúria romana, um labéu contra o laicismo e um convite à revolta dos crentes contra as democracias liberais. O fundamentalismo católico encontra-se aí, implacável, nas posições ideológicas do livro papal e no desejo manifesto de provocar um retrocesso civilizacional na sociedade.

O mundo confundiu o anticomunismo de João Paulo II com o espírito democrático e o sorriso com a bondade. Hoje, a popularidade do ditador é uma arma contra a liberdade. A beatificação de Pio IX e outros algozes que nos remetem para o passado negro da ICAR devia ter-nos alertado para as alfurjas do mal que medram no Vaticano.

B16 é um digno sucessor depois de ter sido o seu mentor. O mundo seria bem melhor sem as religiões, em geral, e os monoteísmos, em particular.

 

Syndicate content