Discussão e Notícias

Jesus in Legend of Zelda

Diário Ateísta - Thu, 09/06/2012 - 08:02


Jesus in Legend of Zelda

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EUA: a hora dos católicos

Diário Ateísta - Wed, 09/05/2012 - 11:02

 

Pela primeira vez na História bissecular dos Estados Unidos, não há nenhum protestante branco entre os candidatos à presidência e à vice-presidência, o que constitui um significativo sinal dos tempos. No campo republicano, o candidato à Casa Branca, Mitt Romney, professa a religião mórmone. O seu braço direito, como candidato à vice-presidência, é Paul Ryan, um católico assumido - tal como Joe Biden, recandidato ao lugar de vice-presidente pelo Partido Democrata.

Mas o recuo dos protestantes na vida pública norte-americana tem muitos outros sinais visíveis. O democrata que preside ao Senado, Harry Reid, é mórmone. A Câmara dos Representantes tem um presidente republicano: John Boehner, católico. E entre os nove membros do Supremo Tribunal federal há seis católicos e três judeus. Algo sem precedentes nos EUA.

Resta nas hostes protestantes o próprio Presidente Barack Obama, que cresceu sem educação religiosa e se baptizou já adulto, em 1988, aos 27 anos. Mas por ser afro-americano também ele foge ao padrão clássico. Estamos muito longe dos tempos em que John F. Kennedy - primeiro e até agora único presidente católico dos EUA - teve de proclamar solenemente, num discurso marcante, que jamais se deixaria influenciar pelas opiniões de bispos ou até do Papa. E mesmo ele escolheu para vice-presidente o senador Lyndon Johnson, um protestante oriundo do sul do país.

A verdade é que o mapa sociológico norte-americano está a mudar rapidamente. Os protestantes não ultrapassam hoje 51% da população, a nível nacional, enquanto os católicos são já cerca de 25%, o que corresponde a quase 70 milhões de fiéis - a quarta maior comunidade nacional católica a nível mundial, após o Brasil, o México e as Filipinas. Mas assumem o primeiro lugar enquanto confissão religiosa autónoma, uma vez que as diversas igrejas protestantes estão muito fragmentadas. E em estados como Rhode Island e a Pensilvânia ultrapassam 50% da população.

"Acredito numa América onde a separação entre a Igreja e o Estado seja absoluta. Acredito numa América que não seja oficialmente católica, protestante ou judaica - onde nenhum membro da administração pública solicite ou aceite instruções do Papa, do Conselho Nacional das Igrejas ou de qualquer outra fonte eclesiástica", declarou o então jovem candidato Kennnedy nessa memorável alocução, proferida a 12 de Setembro de 1960, a menos de dois meses de derrotar Richard Nixon na corrida à Casa Branca.

Se fosse hoje, tenho a certeza, não precisaria de fazer esse discurso. Joe Biden que o diga. E Paul Ryan também.

 

Imagem: John F. Kennedy, o primeiro presidente católico dos EUA, em visita à Irlanda (Junho de 1963)

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Jesus Behind Bars

Diário Ateísta - Tue, 09/04/2012 - 12:17


Jesus Behind Bars

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Jesus As An Auto Mechanic by setholson – Not the iconic pose but…

Diário Ateísta - Tue, 09/04/2012 - 08:56


Jesus As An Auto Mechanic by setholson - Not the iconic pose but hilarious…

Ateísmo e política ateísta

Diário Ateísta - Mon, 09/03/2012 - 08:56

Por

João Pedro Moura

             1- De vez em quando, aparecem uns religionários a tecerem considerações provocatórias e cavilosas sobre os ateus, intentando confundi-los com políticos e políticas ateístas vigentes, de índole comunista e, sobretudo, no passado, tais como os regimes estalinistas.

2- Ora, “ateísmo” é uma coisa. “Política ateísta” é outra!

O ateísmo é um ideário que nega deus e, concomitantemente, denega as religiões.

O ateísmo não é uma doutrina política, portanto, nada concerne à política.

Do ateísmo não se pode extrair princípios políticos nem normativos sobre relações entre pessoas, em geral, ou familiares, em particular, nem questões de saúde, de justiça, de educação, etc. O ateísmo não concerne a nada disto.

Sendo assim, pode haver ateus desde nazi-fascistas a anarquistas…

“Política ateísta” é uma lei, ou um conjunto de leis e preceitos políticos, cerceadora e repressora das atividades religiosas.

Sendo assim, o que é que o “ateísmo” tem a ver com “política ateísta”?! Nada!!!

Um ateu, que defende o ateísmo, mas sem preconizar “políticas ateístas” é uma coisa; um ateu que também defende “políticas ateístas” é outra!

Analogicamente, também temos os que defendem o capitalismo, com ou sem sistema totalitário, a ingestão de bebidas alcoólicas, com ou sem bebedeiras, o cristianismo, com ou sem ideias e práticas totalitárias, etc.

3- Como os comunistas, na sua teoria e práxis de transformação radical da sociedade e nas suas análises materialistas, acometeram as “instituições burguesas” do poder dominante, incluindo a instituição religiosa, naturalmente propenderam para o estudo da origem e evolução da religião, como pilar da cultura e poder dominantes, e chegaram à conclusão, como outros ateus não-comunistas, que os deuses não têm bases históricas nem há provas da sua existência e que as igrejas sempre foram um sustentáculo dos sistemas políticos dominantes, tradicionais e conservadores.

Como os regimes comunistas são totalitários, daí a propensão dalguns desses regimes para políticas ateístas e de repressão das actividades religiosas, mormente no passado.

Mas o ateísmo nada tem a ver com o socialismo/comunismo!

O ateísmo é normal entre as pessoas de pendor “socialista” ou “comunista”.

Os “socialistas” e “comunistas” é que tendem, pelas razões referidas, para o ateísmo.

O “ateísmo” não é um ramo da “política ateísta” nem esta daquele!

4- É certo que o cristianismo, em geral, e o catolicismo, em particular, para só referir esta religião, também não é uma doutrina política. Todavia, ao contrário do ateísmo, é possível extrair princípios políticos do cristianismo, desde relações entre pessoas, em geral, e familiares, em particular, até normativos concernentes à sexualidade e alimentação…

Até existe um ideário político, chamado “democracia cristã” (actualmente bastante decadente…). Donde se conclui que há uma concepção política que se inspira no cristianismo…

5- O que é estranho é uma religião dita da “paz e amor” inspirar tanto ditador e ditadura ao longo da História:

a) Quase todas as ditaduras e ditadores da América Central e do Sul, e foram muitas dezenas, para não dizer todas e todos, nos séculos XIX e XX, intitularam-se católicos, como não podia deixar de ser no continente mais católico do mundo…

b) Quase todas as “ditaduras de direita” europeias, que perpassaram pela História do séc. XX, foram de inspiração católica: de Mussolini (embora o poder fascista, inicialmente, não fosse de inspiração católica…) até aos seus epígonos Franco e Salazar, passando pelos efémeros Pavelic/Stepinac, Tiso, etc…. com a bênção da Igreja Católica…

Infere-se, consecutivamente, que o cristianismo, em geral, e o catolicismo, em particular, não foi nem é doutrina repudiadora das ditaduras nazi-fascistas, pois que estas se reclamavam frequentemente daquela…

Pelo que, não se compreende muito bem como é que tanta “paz e amor”, de carácter religioso, inspiraram tanta guerra e ódio, de carácter político e social…

… A não ser que a religião, hipocritamente, servisse de indutor de mansuetude ovelhum (“paz e amor”) pelas massas populares dentro (para estarem bem controladas…) por um lado, e de ferocidade felina por certos pastores políticos dentro, por outro (para controlarem melhor essas massas populares…)…

6- a) Aliás, é nos países onde há mais ateus, incluindo os que, sem assim se intitularem, não ligam nada à religião, que se vive melhor:

- Países nórdicos, Japão, Holanda e, tendencialmente, toda a Europa Ocidental, de norte para sul, e, duma maneira geral, toda a Europa…

b)    É nos países mais religiosos que se vive pior:

- Toda a América Central e do Sul (católicos…)

- Todos os países muçulmanos (embora se viva melhor nos países petrolíferos, por isso mesmo…)

- Todos os outros, com destaque para África, em que o fanatismo religioso, ecléctico ou sincrético, católico ou muçulmano, está presente em grande número…

Bill Nye diz as coisas como são

Diário Ateísta - Mon, 09/03/2012 - 02:12

Bill Nye, o “Science Guy” explica, como se os adultos que negam a evolução (mais um fenómeno nos USA) fossem crianças, qual o problema em se acreditar em disparates.

 

Mas o mais interessante é ver as reações que o vídeo causou na blogoesfera, sendo este o melhor exemplo. É incrível ver as pessoas a debaterem-se com os factos quando estes chocam com as suas ilusões.

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O Papa sabe qual é a vontade de Deus ?

Diário Ateísta - Sun, 09/02/2012 - 16:00

Papa pede aos fiéis para cumprirem vontade de Deus «custe o que custar»

Bento XVI alerta católicos para perigo da fé se tornar costume «secundário»

O Papa pediu hoje aos católicos para darem o melhor de si na obediência aos mandamentos divinos e alertou-os para o perigo de a religião se resumir a gestos que não correspondem às convicções e opções de vida.

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Treta da semana: plástico e sonoro.

Diário Ateísta - Sun, 09/02/2012 - 15:23
Percebo pouco de arte. Tão pouco que nem percebi se o artista se inspirou no dióspiro se foi na sardinha que caiu no balde de lampreias. Felizmente, a peça dispensa comentários. Chamo apenas a atenção para a explicação do autor, que me faz lembrar algumas discussões neste blog.


(Obrigado pelo email com esta pérola)

Adenda: já agora, aqui fica o link para a página do João Oliveira: Lixoluxopoético

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O que tem de mal.

Diário Ateísta - Sun, 09/02/2012 - 15:07
A religião é má. Apesar de ser uma afirmação simples, é fácil deturpá-la para refutar espantalhos. Por isso, antes de a justificar tenho de a esclarecer. Por “é má” não quero dizer que tudo na religião seja mau, das tocatas de Bach às freiras que vivem na minha rua. A religião é má como a segunda guerra mundial foi má. Teve alguns aspectos positivos, como o progresso na aeronáutica ou alertar para o perigo do nacionalismo. Mas o saldo foi negativo e o que teve de bom seria ainda melhor sem a guerra. É assim que digo que a religião é má. Tem mais mal do que bem e o mal é dispensável. E por “religião” quero dizer especificamente o sistema de poder pelo qual umas pessoas regulam crenças, disposições e comportamentos das outras. Não tem nada que ver com o usufruto individual do direito de acreditar no que se quiser.

A religião é má por três características intrínsecas que corrompem quaisquer boas intenções. Ou boas pessoas. A primeira é o fundamentalismo dogmático que dá identidade a cada religião. Não pode haver católicos que rejeitem a autoridade do Papa, protestantes que aceitem o Papa como autoridade infalível ou muçulmanos que acreditem que Jesus era Deus. Não é apenas uma definição de termos, como dizer que não há capitalistas comunistas. São normas com consequências reais para pessoas como as freiras nos EUA (1) ou os clérigos Shia na Indonésia (2). Pela sua natureza, uma religião não pode ser uma organização democrática e pluralista onde todos membros tenham voz e liberdade para discordar da hierarquia.

O segundo problema é que, dentro de cada religião, os sacerdotes são o poder executivo, legislativo e judicial. Até de um clube recreativo esperamos que a direcção seja separada do conselho fiscal e que os regulamentos sejam aprovados em assembleia geral. Numa religião, seja a Igreja Maná ou a Igreja Católica, é tudo controlado pelos mesmos. A falta de órgãos independentes que possam refrear tendências menos louváveis favorece os conhecidos abusos de poder, desfalques e ocultação de crimes, além dos casos que não conhecemos. Só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro...

Finalmente, não existe um limite bem definido para o âmbito da religião. Pode regular tudo. Actos públicos, actos privados, valores, disposições, intenções e até o que cada um pensa acerca dos factos. Qualquer coisa pode fazer a diferença entre o paraíso e o inferno. Por isso, as religiões sistematicamente desrespeitam aqueles direitos pessoais que hoje consideramos fundamentais, como a igualdade, a liberdade de consciência e a privacidade.

Alguns dirão, como se fosse evidência em contrário, que há regimes hediondos declaradamente ateus, invocando Mao, Pol Pot, Estaline ou os praticamente divinos Kim. Mas estes são exemplos dos mesmos defeitos: intolerância dogmática; concentração de poder sem controlo independente; e ingerência em todos os aspectos da vida pública ou privada. Estes sistemas atraem os piores facínoras e corrompem as melhores intenções. E se bem que as religiões que agora temos em Portugal sejam muito menos malignas do que eram antigamente ou do que ainda são em países como o Irão e a Arábia Saudita, só melhoraram à força e ainda há problemas a resolver.

Isto não tem nada que ver com a crença. Se alguém acreditar que vai viver depois da morte, que Júpiter influencia o seu namoro ou que o universo foi criado por um hipopótamo de tutu, pois que acredite. Posso criticar ou fazer troça, mas também podem criticar ou fazer troça das minhas crenças. O que eu quero é uma sociedade laica, em que todos possam adoptar, louvar, criticar ou fazer troça das crenças que quiserem sem ninguém privar outros desses mesmos direitos. O problema está nestas organizações, e é um problema que elas não resolvem por si. O que distingue um judeu, um cristão, um muçulmano e um cientólogo são crenças sem fundamento e, tendo o diz que disse como única forma de legitimação, nenhuma religião irá voluntariamente tornar-se democrática, admitir uma pluralidade de opiniões ou abster-se de impor dogmas porque, num ambiente de discussão critica e aberta, não convenceria ninguém.

Por isso é que a solução só pode vir da sociedade, que deve exigir das religiões o mesmo respeito pela Lei e pelos direitos humanos que exige de qualquer organização. Não é permitido a uma associação excluir as mulheres de qualquer cargo. O mesmo devia aplicar-se às religiões. Angariar associados insinuando que alguém lhes vai partir as pernas com um barrote se não se fizerem sócios é crime (3). Também devia ser quando a coacção é pela ameaça de sofrimento eterno. Eu não quero condenar pessoas pelo que acreditam nem as quero privar das crenças que as confortam, mesmo que não abdique do meu direito de chamar disparate aos disparates que encontro. Nem sequer quero impedir que os crentes se organizem em igrejas, cultos, clubes ou o que quiserem. O que quero é que a crença no sobrenatural não seja desculpa para formar organizações como estas. Deve ser possível organizar procissões, ajudar os pobres, rezar em conjunto e participar em rituais sem violar os princípios fundamentais da democracia, da igualdade e do respeito pelos direitos de cada um. O que quero é que as religiões tenham os mesmos deveres e direitos que tem qualquer outra organização na nossa sociedade.

1- NY Times, Vatican Reprimands a Group of U.S. Nuns and Plans Changes
2- Human Rights Watch, Indonesia: Shia Cleric Convicted of Blasphemy
3- Artigo 154º do Código Penal, «Quem, por meio de violência ou de ameaça com mal importante, constranger outra pessoa a uma acção ou omissão, ou a suportar uma actividade, é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.»

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Padres e demónios (CRÓNICA)

Diário Ateísta - Sat, 09/01/2012 - 16:57

É paradoxal serem os crentes infestados com demónios e os ateus imunes aos espíritos malignos.

A população demoníaca tem-se reduzido ao longo dos anos com o avanço da ciência, quiçá porque os espíritos das trevas se anteciparam no planeamento familiar ou, para arreliarem o Papa, foram pioneiros no uso da pílula e do preservativo.

Mais raros, mas não extintos, os espíritos malignos existem. Os livros sagrados dedicam várias páginas a esses agitadores de almas pias. O exorcismo é a única terapia aprovada pelo Vaticano, desde que o alvará para o seu exercício seja de um padre católico e, em casos graves, só com licença episcopal.

Em Portugal há um velho especialista, com 73 anos, a tirar espíritos de corpos sofridos, padre Humberto Gama, que se dedica aos difíceis combates com o demo, das 7 às 22 horas, aliviando a carteira e as possessões demoníacas a cerca de 20 possessos diários. Com consultório em Fátima e Mirandela já foi proibido de dizer missa e teve vários dissabores, um dos quais com um marido que discordou do sítio por onde extraiu os espíritos da amantíssima esposa, na convicção de que o tamanho e a quantidade não precisavam de tão larga e recôndita reentrância. Mas o que sabe um leigo de espíritos?! O padre Gama alegou que têm de sair por algum lado e disse-o convicto à TVI onde fez exorcismos em direto antes de atuar na RTP-1.

Depois, em Figueiró dos Vinhos, o padre José Rosa Gomes passou a receber na igreja, todas as semanas, centenas de fiéis a quem purificava e resolvia problemas. As mulheres, mais atreitas ao maligno, encontraram nas mãos do sacerdote a benzina que desencarde a alma e nas orações o demonífugo que as liberta das apoquentações do demo, desmaiando ao som de cânticos enquanto o mafarrico emigra.

O reverendo Rosa Gomes exorcizava das 21H30 à 01H00 da manhã durante a cerimónia da «Adoração do Santíssimo Sacramento», à quarta-feira na igreja de Figueiró e à sexta na do Beco. Vinham camionetas de vários pontos do país cheias de crentes para serem exorcizados. Após desmaios, as endemoninhadas acordavam havendo quem precisasse de horas e orações suplementares à porta fechada mas todas ficaram com a alma a luzir como prata depois de esfregada com solarina..

O bispo de Coimbra, o falecido Albino Cleto, manifestando algum receio, aconselhou cautela com algumas situações de ordem médica e preferia designar por «orações de cura» a liturgia do exorcismo. De resto, o «grande exorcismo» só pode ser praticado por padres previamente autorizados pelo bispo da diocese e, talvez, só se justifique para demónios resistentes aos pequenos e médios exorcismos. Não sei se o reverendo Rosa Gomes ainda se mantém no ramo ou se o atual bispo já lhe retirou o alvará.

Em Figueiró dos Vinhos, onde o povo andava arredado da missa, desde que o bispo de Coimbra despediu um padre estimado pelo povo, não por ter uma filha mas por assumir a paternidade, a fé voltou com os exorcismos e conquistou novos crentes.

Os cânticos do padre indiano James Manjajackal entoavam na igreja enquanto o colega Rosa Gomes rezava para afastar o demo. A oração e a cantoria têm um efeito sinérgico e não há demónios que suportem o barulho e a ameaça da cruz. Preferem emigrar.

Nota – Em março de 2011 continuavam os exorcismos em Figueiró dos Vinhos, segundo o DN de 7-03, pág. 16, relatados por Sónia Simões. Desconheço se o padre Rosa Gomes se mantém no ramo.

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Paradoxos do Ministério dos Negócios Estrangeiros

Diário Ateísta - Sat, 09/01/2012 - 16:38

Portugal encerra embaixadas e vice-consulados em vários países

Portugal é um país rico e com excelente saúde financeira

Como é possível não ter sido uma destas embaixadas a ser encerrada?

1,9 km é a distância que separa o n.º 21 da Viale Liegi do n.º 9 da Via S. Valentino em Roma, moradas onde estão localizadas, respetivamente, a embaixada de Portugal em Itália e a embaixada de Portugal no Vaticano. Ambas na cidade de Roma. Ambas a cerca de cinco quilómetros do bairro de 44 hectares onde se situa o único Estado sem maternidade.

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O ridículo começa a envergonhar

Diário Ateísta - Sat, 09/01/2012 - 15:41

Vaticano põe milagres no Index

Santa Sé publicou um guia turístico em que actualizou os santuários com milagres reconhecidos e tirou da lista alguns que considera fraudulentos.

A culpa é das crianças

Diário Ateísta - Sat, 09/01/2012 - 02:06

 Um padre no Estados Unidos chamado Benedict Groeschel, resolveu opinar sobre as razões do abuso de menores por parte dos membros do Clero para o National Catholic Register.

Sentem-se bem para não caírem da cadeira.

Pergunta: Parte do seu trabalho na Igreja é trabalhar com padres envolvidos em casos de abuso, certo?

Padre Groeschel: Parte. Mas como sabe, nestes casos eles [os padres] têm de sair. E alguns deles profundamente penitenciados, horrorizados. As pessoas têm esta imagem nas suas mentes de uma pessoa manipuladora – um psicopata. Mas esse não é o caso. Suponha que tem um homem com uma crise de nervos, e um jovem vem ter com ele. Muitas vezes, estes jovens, 14,15 e 16 são os sedutores.

Pergunta: Porquê é que isso acontece?

Padre Greoschel: Bem, não é difícil de ver, um jovem a procurar por um pai que não tem – e eles até nem devem planear entrarem em comportamentos sexuais, mas com mais romantismo, abraço, beijos, até dormir com o padrem sem ter sexo com ele.

Claro que isto levantou uma onda de indignação. Mas, como de costume, o que os “homens de deus” dizem, é muito menos polémico de qualquer outra classe de cidadãos.

Mas isto não é só deste padre, ou de um padre nos USA, lembrem-se que o líder máximo do Vaticano dizia que este tipo de comportamento de padres era um mistério.

Continua a haver uma mentalidade de “infalibilidade” que é podre e doentia nestes “líderes espirituais”.

Velhas cumplicidades

Diário Ateísta - Fri, 08/31/2012 - 16:50

 

O rei Juan Carlos faz a apologia do genocida Francisco Franco o ditador que conseguiu a maior cumplicidade da Igreja católica.

A ICAR não tem emenda

Diário Ateísta - Fri, 08/31/2012 - 08:46

A Igreja católica criticou nesta quinta-feira (30) resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) que determina ao médico seguir o desejo de pacientes em fase terminal que não queiram seguir tratamentos “excessivos e fúteis”.

Médicos deverão seguir desejo de pacientes terminais contrários a tratamento ‘fútil’

Solidariedade do Diário de uns Ateus

Diário Ateísta - Thu, 08/30/2012 - 17:02

Sem a mínima reserva ou a mais leve hesitação, o Diário de uns Ateus repudia toda e qualquer perseguição religiosa e condena os crimes cometidos pelo proselitismo.

« O jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’, destaca na sua edição de hoje a fuga dos cristãos das regiões setentrionais do Mali, país que tem sido palco da ação de “grupos fundamentalistas islâmicos”.

A publicação cita o jornal argelino ‘El Khabar’, dando conta da deslocação de quase 200 mil pessoas, “sobretudo em direção aos campos de refugiados na Mauritânia e na Argélia, que já hospedam dezenas de milhares de refugiados”.

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