Os vampiros já rondam o cadáver adiado.
Recentes denúncias de “corrupção” no Vaticano provocaram uma luta pelo poder entre pessoas próximas ao Papa, minando as intenções de Bento XVI em relação ao saneamento das finanças ou à limitação das intrigas na Santa Sé.
Ontem, um canal de televisão transmitia uma reportagem sobre o voluntariado em pediatria oncológica. Porque o assunto me toca pessoalmente, não deixei de assistir. Não deixei de assistir ao sofrimento das crianças, demasiado novas e inocentes para usufruírem do maravilhoso “livre-arbítrio” que, misericordiosamente, Deus nos concedeu.
Na verdade nós, adultos, podemos, perfeita e livremente, contribuir para a existência de cancro; seja fumando, seja bebendo, seja fazendo ambas as coisas e outras mais. Mas as crianças, Senhor?
Não pude evitar de me perguntar: que raio de Deus é este, cheio de amor e bondade, que permite que crianças sofram daquela maneira, ao ponto de, muitas delas, chegarem a adultos – as que chegam – sem terem tido tempo de viver a infância na sua maravilhosa plenitude?
Já sei, já conheço a cassete: Deus não intervém nas coisas terrenas. Não sei se algum crente me vai responder dessa forma; e é bom que não o faça, para não me obrigar a perguntar: “Então, temos de concluir que os milagres apregoados pela ICAR são fraudes?” Nada que não se saiba, naturalmente, mas convém, sempre, lembrar. Porque Deus deu-nos o livre arbítrio, seja lá isso o que for. Ai sim? E o que é que as crianças têm a ver com o livre-arbítrio? Porque as crianças pagam pelos erros dos pais. Pois… até aí já eu tinha percebido, já vem desde o Génesis. Mas para um deus de amor e bondade, não está nada mal, não senhores. Aliás, apetece perguntar: para que serve um deus que não intervém, que não olha pelos seus filhos, que não os protege? Em qualquer país civilizado, pouco civilizado que seja, um pai ou uma mãe que não proteja os seus filhos é punido social e/ou criminalmente. Um dia, na Dinamarca que, na minha óptica, pertence ao grupo dos países civilizados, vi que uma criança fazia um berreiro desalmado e atirava-se para o chão, porque não lhe apetecia acompanhar o pai. Uma birra das antigas e que eu pensava terem caído em desuso. Um companheiro de viagem comentou, com um o guia, que em Portugal aquela cena já teria sido resolvida com dois açoites bem assentes no rabo do puto malcriado. “Nem pensar!” respondeu-lhe o guia; “O pai não está disposto a ter chatices com polícia e tribunal”.
Pois… Perante a reportagem de ontem, apetece-me perguntar: Se Jeová existisse, não seria uma boa altura para uma queixa formal ao Ministério Público?
O que vale, é que o gajo não existe…
Em simultâneo no “À Moda do Porto“.
Um padre católico de Nova York acusado de ter abusado de uma dezena de adolescentes nos anos 1980 em uma escola no bairro do Harlem foi condenado pelo Vaticano “a uma vida de oração e penitência”, confirmou nesta quinta-feira à agência EFE um porta-voz da arquidiocese da cidade.
Wallace Harris, antigo pároco da Igreja de St. Charles Borromeo, no Harlem, está sob supervisão religiosa em uma residência do templo.
Durante séculos os frades falsificaram os evangelhos, obras literárias usadas no negócio da fé, sempre com a atribuição a um autor imaginário que designaram por Deus.
Os crentes, por mais respeito que mereçam – e merecem –, não podem ser abandonados às crenças ridículas e às fraudes com que os funcionários de Deus procuram embrutecê-los.
Se é verdade que nunca a justiça, ou seja, o seu simulacro foi levado tão longe na abjeta crueldade, como na Inquisição, também é verdade que as sentenças pias se destacaram pelo ridículo.
Retiro de «Leituras Escolares, pág. 100», de José Nunes da Graça, alguns divertidos exemplos de excomunhões e crueldades que tiveram por vítimas réus cuja inteligência era inferior à dos juízes e, talvez por isso, incapazes de semelhantes crueldades:
- Em 1120, o bispo de Leon excomungou as toupeiras e os lagartos;
- Em 1394 foi enforcado numa paróquia italiana, um porco, por ter matado uma criança;
- Em 1488, alguns vigários do Este da França ordenam aos curas das freguesias circunvizinhas que notifiquem aos gorgulhos que deixem de fazer estragos durante os ofícios e procissões, sob pena de excomunhão;
- Em 1499, foi um touro condenado à forca, na abadia de Beaupré, por ter matado um mancebo;
- Em princípios do século XVI, também em Milière, foi proferida uma sentença contra os gorgulhos e os gafanhotos;
Em 1654, o bispo de Lausanne, excomungou as sanguessugas, por destruírem os peixes.
Os pios juízes não eram santas bestas porque não está provada a santidade.
Uma benção do papa Bento XVI expulsou o demônio de dois homens que gritavam durante uma audiência geral na Praça São Pedro em 2009, afirmou um importante exorcista católico em um livro que será lançado em breve.
Trechos do livro de Gabriele Amorth, um famoso exorcista da diocese de Roma que já escreveu dois livros sobre tratamentos de aflições demoníacas, foram publicados na revista Panorama nesta quinta-feira. O Vaticano negou que o Papa tenha feito exorcismo nos homens.
Leia mais e aprenda a exorcizar…
O arcebispo Carlo Maria Vigano, secretário-geral do Vaticano até 2011, denunciou no ano passado, em cartas enviadas ao papa Bento XVI, a “corrupção” e a desordem observadas na administração do menor Estado do mundo, informaram nesta quarta-feira meios de comunicação italianos. O Papa nomeou Vigano como núncio apostólico nos Estados Unidos em agosto de 2011, uma promoção interpretada como um castigo para o prelado, conhecido pelo rigor na gestão do Vaticano durante dois anos.
Nesta lista você não irá encontrar teorias sobre a ressurreição de Jesus, nenhuma informação sobre os evangelhos apócrifos ou sobre Maria Madalena. No entanto, o site Neatorama revelou cinco segredos sobre o Vaticano, cidade com pouco mais de mil habitantes, mas que tem uma complexa rotina e que, mesmo na atualidade, ainda é cercada de mistérios.
The International Humanist and Ethical Union has joined with its member organization One Law for All to hold a Rally for Free Expression in London on 11 February. The rally was organized to respond to the recent spate of attacks on free speech in the UK, including threats and censorship directed at Humanist student groups at the University of London (see IHEU stories at http://www.iheu.org/humanists-condemn-another-attack-atheist-expression-london-university and at http://www.iheu.org/threats-violence-force-cancellation-university-talk-sharia-law). -->
Lendo o Diário de Notícias hoje, reparo que a pagina 3 e 4 tem uma peça sobre as dificuldades económicas em Portugal, e um apontamento que achei interessante sobre o facto de, com tanto aumento de austeridade, a economia pode demorar ainda mais a recuperar, quanto mais estrangulada estiver. Nessas duas páginas podemos ver a opinião dos responsáveis pela Troika, uma “caixa” com duas notícias, uma positiva e outra negativa por parte da agências responsáveis pelos ratings, assim como pela imprensa especializada, temos uma parte da folha com as frases do Ministro das Finanças, e ainda outras opiniões políticas e técnicas…
… e uma “coluna” é dada ao Bispo das Forças Armadas, o senhor Januário Torgal (sim, o mesmo do “o Governo é um cobrador de impostos”), que aproveita para dizer o que acha sobre as dificuldades económicas do país, e na sua opinião os “exageros” que os políticos tanto portugueses como europeus impõem aos Portugueses e que fica “atónito quando o Governo” faz isto ou aquilo.

E isto assim… sem mais nenhuma explicação de o porque de se pedir a opinião a este senhor sobre este tema.
Qual é a formação do senhor em questão? Pelo que consegui apurar é licenciando em Filosofia e faz parte dos habituais grupos dos católicos, como é o caso de ser Presidente da Comissão Episcopal das Migrações e Turismo e da Pax Christi e parte do Ordinariato Castrense de Portugal (entre outras).
Portanto, da forma como eu percebo esta coisa, o senhor é entrevistado pelo DN com o único “mérito” de ter dito uma frase totalmente infantil e irresponsável, e quem em nada ajuda no contexto social onde nos encontramos neste momento.
A outra explicação é que o Diário de Notícias seja um local onde a opinião dos religiosos seja uma “moeda de troca” qualquer para quaisquer “favores” que eu acho que a imprensa Portuguesa, inclusive um jornal de referência como é o Diário de Notícias, não devia ter nem cultivar.
A imprensa que temos (e merecemos) em Portugal.
“O Papa Bento XVI fez o elogio do silêncio para combater o “bombardeamento” de informação que é produzida na Internet.
“As pessoas hoje em dia são bombardeadas com respostas para questões que nunca colocaram e que não precisam de ser respondidas”, disse o papa.
“É preciso desenvolver um ambiente propício, um tipo de ecossistema que mantenha o equilíbrio entre o silêncio, imagens, palavras e sons.”
Ver aqui.
Ahhhh! Os “bons velhos tempos” dos claustros, das divisões nuas de mobiliário ou de conforto, da leitura da bíblia à luz da vela, das bibliotecas fechadas e apenas utilizáveis pelos membros do clero, do controlo da informação, do apelo à ignorância e “simplicidade”. Dos votos de silêncio, do alheamento do que nos rodeia para a “comunhão” com um qualquer deus.

Agora, estas coisas da “internet”, com maior divulgação de conhecimento, com mais troca de opiniões, com maior divulgação de diferentes maneiras de pensar e encarar a vida, com a maior liberdade para se falar daquilo que se quer e daquilo que precisa de ser exposto.
Todos estes senhores em posições de chefia religiosa, suspiram pela mesma coisa, pelos tempos onde se podiam manter os “fieis” dóceis, amansados, como “rebanhos” dependentes do “líder espiritual” para saber como deve viver a sua vida. Agora esta coisa da internet? Deixar as pessoas à mercê de informação e de opiniões diferentes? o horror, o horror!!
O Vaticano, sempre na procura do obscurantismo.
Márcia Moisés Ribeiro
17/9/2007
Retirado do site: revistadehistoria.com.br/secao/artigos/vade-retro-satanas
Nem sempre o diabo teve patas de bode, chifres, rabo e cheiro de enxofre. Antes abstrato e teológico, foi durante o Renascimento que ele ganhou forma nas paredes e capitéis das igrejas. O medo do diabo foi então se alastrando pelo Ocidente de uma forma jamais vista, e a partir do século XVI uma verdadeira obsessão satânica tomou conta do imaginário europeu, com um impressionante conjunto de imagens do inferno e seus horrores invadindo a Europa. Ao mesmo tempo, a cultura escrita difundia o medo do demônio tanto nas publicações populares quanto nas obras eruditas. Assim, mascates, ambulantes e afamados mágicos negociavam folhetos e brochuras ensinando como fugir das armadilhas diabólicas, enquanto teólogos e doutores da Igreja se dedicavam aos inúmeros tratados de demonologia escritos a partir dessa época.
Essa vasta literatura dedicada aos poderes diabólicos ganha impulso com os surtos de possessão demoníaca coletiva que se tornaram famosos pelo continente, principalmente na França e na Inglaterra do século XVII. Tais obras mostravam o diabo como capaz de alterar o curso dos céus e realizar tudo o mais que pudesse perturbar o natural andamento do cotidiano. Por meio dos feiticeiros – seus grandes aliados –, podia matar o gado e lançar-lhes doenças, tornar estéreis campos que antes eram férteis e ainda destruir as colheitas. Dado o imenso poder que lhe era atribuído, muitos o chamavam de “príncipe deste mundo”. Além da intervenção no curso da natureza, a ação diabólica atingia o corpo e a alma dos homens, fazendo dos sãos pessoas doentes, e dos lúcidos, espíritos imundos e perturbados.
A Igreja católica sempre ofereceu armas celestiais contra o diabo, porém foi durante a onda de satanismo do Renascimento que os meios de combate, especialmente os exorcismos, ganharam destaque. Sua origem perde-se na noite dos tempos, e diversos povos da antiguidade já se valiam desses ritos para expulsar espíritos considerados malignos. Dentre as armas desenvolvidas pela Igreja católica contra o demônio estavam as orações, o culto aos santos, as imagens miraculosas, as relíquias, a água benta e sobretudo os exorcismos, considerados o meio mais eficaz de combatê-lo.

Por
C. F. – Leitor do Diário Ateísta
Esta iluminura medieval mostra Adão e Eva a sair do Paraíso.
Estão muito incomodados!
Adão aponta para Eva, a acusá-la da culpa. Vejam a cara da Eva, muito envergonhada! Mas ela pouca culpa teve, foi o diabo e o deus que a enganaram de forma muito cruel… O que podia fazer uma inocente mulher que nem sabia o que era sexo?
É claro, depararam com algum anjo. Não acredito que estejam a falar com o próprio deus, já que este os tinha repudiado momentos antes.
Eles conseguem, apesar de muito inexperientes, tapar as vergonhas com as parras.
Eva, essa, só tem de tapar a sua vagina, porque praticamente não tem seios e o traseiro também é muito escorrido, não é muito atraente. Ao menos que a vagina seja bonita… Ela é a mãe da humanidade, caramba!
Bem. Afinal não têm de se preocupar. Ao sair do Paraíso nunca mais tiveram que falar mais com deus e com o pessoal do Céu. Pelo menos durante mais nove meses não existiu mais gente na Terra. Até ao dois anos de idade do primeiro filho também não tiveram de se preocupar. Puderam andar à vontade, todos nus…
E a vantagem de poderem ter sexo, finalmente, compensou as dores de não viverem no Paraíso, onde isso, estupidamente, e por crueldade de deus, não era possível…
João César das Neves (JCN) na habitual homilia no DN – O teste definitivo – regressa à obsessão pela família que o papa, os bispos e os padres preconizam, sem experiência na matéria.
JCN tomou a decisão pessoal de não escrever segundo o novo Acordo Ortográfico, uma decisão coerente de quem pensa de acordo com o concílio de Trento, mas não escreve em latim, uma língua mais sagrada e de acordo com a missa e o credo em que acredita.
O pensamento jurássico leva-o a afirmar que, em questões de família, Portugal anda há muito a reboque das posições extremistas do Bloco de Esquerda e que o edifício legal anti família, abusivamente construído pela maioria socialista, mantém-se intocado sem perspetivas de revisão.
JCN range os dentes e atira-se como gato a bofes contra o atual governo, convencido de que a situação anti família se agravou. Vigora um governo diferente e a situação, não só não melhorou, mas agravou-se – afirma o devoto. Diz que a prática administrativa e financeira aproveita o quadro legal para ir subsidiando o aborto, minando o casamento, prejudicando as famílias numerosas, anulando a liberdade educativa. E denuncia com a incontida raiva de um devoto que foi dada continuidade à cavalgada infame, abrindo-se agora a porta a filhos de mães múltiplas.
JCN manifesta o seu desespero por saber que, nos tempos que correm, não há alterações a esta onda cultural e afirma que os ataques à família ainda crescem imparáveis para o auge e, ao mesmo tempo, regozija-se porque a onda lasciva está mais perto do fim do que parece dado o facto de ter chegado à velhice a geração do amor livre, Woodstock e Maio de 68.
Em tom dramático, com o gozo de quem a julga condenada ao Inferno, profetiza que será a velhice mais longa e solitária de sempre e com uma pesada herança de famílias desfeitas, filhos e netos alheios ou não nascidos, promiscuidade, traição, luxúria, (que) enfrenta agora o teste definitivo.
Com esta de filhos e netos alheios ou não nascidos, sobretudo com a preocupação pelos não nascidos, JCN mostra como convive mal com a sexualidade e como julga serem os exemplos sexuais do clero católico o paradigma que agrada ao seu deus.
Nota – Por decisão pessoal, transcrevi as frases de JCN (em itálico) segundo o Novo Acordo Ortográfico.
An excellent opportunity for an experienced Communications Officer has arisen within the International Humanist and Ethical Union (IHEU), the world union of Humanist and other non-religious organizations. -->
O Vaticano alterou a legislação contra branqueamento de capitais após inspectores europeus terem detectado que não cumpria os padrões europeus de combate ao financiamento de organizações terroristas.
Ao que parece, duas pombas brancas, “símbolo da paz”, recusaram-se a levantar voo da janela onde Ratzinger perorava, como de costume. As pombas iriam encerrar, simbolicamente, o “mês da paz”, que é o mês de Janeiro. É, também, o mês de os gatos tentarem a procriação, para quem não saiba.
As pombas, ao recusar o “take-off”, mostraram mais inteligência e sentido da realidade do que o patético papa. “Mês da paz”? Paz, onde? Provavelmente no Afeganistão… Talvez no Iraque… Etc. E se as pombas levantassem voo, já haveria paz? Como? Já sabemos que as pombas são aves terríveis, capazes, até, de engravidar mulheres; mas duvido que façam falir as fábricas de armamento.
Espera aí, o rapaz referiu-se à paz “no mundo”. Deve ter copiado a expressão de um livro que diz que Satanás mostrou “todos os reinos do mundo”. Assim, já se compreende: para Ratzinger, o “mundo” resume-se à Praça de S. Pedro.