O exorcista-chefe da Igreja Católica está preocupado com os poderes do demónio que, segundo ele, anda a Santa Sé. Grabriele Amorth considera que o «diabo reside no Vaticano» e que há bispos que estão «ligados» a Satanás.
Ou mais do mesmo. O Alfredo Dinis continua a insistir que «O maior drama do ateísmo [é] estar estruturalmente impedido de [...] erradicar a religião» e que as críticas do ateísmo «não beliscam a religião»(1). Se o maior drama é isso estou bem, que o meu ateísmo serve-me para eu viver sem religião. Se há quem acredite em astrologia, Allah ou aparições em Fátima tenho pena. Gostaria que conseguissem livrar-se desses disparates. Mas antes eles que eu. Quando leio esta afirmação do Alfredo sinto como se me dissesse que o maior drama de não fumar é não conseguir que todos os outros deixem de fumar. O objectivo não é bem esse…
E não beliscar “a religião” não tira valor ao ateísmo. Nenhuma religião se belisca com as críticas das outras. São muito resistentes ao diálogo. Além disso a religião, no singular, não existe. Existem religiões. Muitas. Milhentas crendices, rituais, dogmas, hierarquias e superstições da mais variada espécie, cada uma das quais defendida como “A Religião®” pelos seus praticantes. Quando dou exemplos dessa diversidade, o Alfredo diz que critico caricaturas. Como o padre Gabrielle Amorth, exorcista-mor do Vaticano, segundo o qual o filme “O Exorcista” é «substancialmente exacto»(2), os exorcisados cospem pregos e vidros, e Hitler e Estaline estavam possuídos pelo diabo*. Julga este padre que a maior tragédia do século XX podia ter sido evitada com um par de exorcismos. Talvez o Alfredo não chegue a chamar caricatura a isto. Mas se fosse outra religião suspeito que não hesitaria.
E é por isto que o ateísmo não belisca nenhuma religião. Porque cada religioso acha, à partida e sem discussão, que a sua religião é que é a verdadeira e tudo o resto são imitações inferiores. Chamam-lhe fé. Dizem que a fé é a confiança que têm em deuses mas, em rigor, estão enganados. É apenas a confiança exagerada que têm nas suas próprias crenças. O que me traz ao “quarto equívoco” que o Alfredo aponta. Alegadamente, o ateu pensa que «Só os ateus têm a possibilidade de pensar livremente sem constrangimentos de espécie alguma».
Eu não. Pelo contrário. Julgo que os meus interlocutores nestas conversas são capazes de um pensamento tão livre quanto quiserem. Senão nem discutia isto, que não me interessa tentar o impossível. Também não ensino solfejo a caracóis nem dou aulas de biologia ao Jónatas Machado. E concordo com o Alfredo que o nosso pensamento está sempre sob pressões culturais. É precisamente por isso que devemos avaliá-lo tentando sair dessa perspectiva.
Eu confio no meu ateísmo porque assenta em premissas que eu consideraria igualmente válidas se tivesse nascido numa família muçulmana em Kabul, entre hindus em Varanasi ou budistas em Lhasa. Sou ateu porque não me quero submeter a deuses e porque não encontro evidência objectiva de haver algum. E isto vale aqui e vale do outro lado do mundo. Em contraste, o Alfredo várias vezes justificou a sua fé pela tradição cristã, prendendo-se precisamente àquelas restrições culturais que nos limitam o pensamento se não tentarmos ver mais além. Não por ser incapaz de o fazer. Ao contrário do que o Alfredo sugere, eu tenho confiança que, se ele quisesse, poderia pensar no problema do ateísmo e das religiões de uma forma menos constrangida pela sua cultura e formação. Mas talvez seja por isso que tem relutância em fazê-lo, reconhecendo que se tivéssemos nascido noutra parte do mundo o meu ateísmo seria o mesmo mas a religião dele seria muito diferente.
Tentando contrariar a ideia da fé como uma prisão intelectual, o Alfredo faz notar que a sua religião tem mudado ao longo do tempo. «A compreensão da doutrina e dos dogmas do cristianismo tem sido reformulada de acordo com a evolução da língua e da cultura, bem como dos conhecimentos que se vão adquirindo através da ciência.» Mas isto apenas demonstra o problema que o Alfredo apontou, que a maneira de pensar é pressionada pela cultura e educação. Como diz Dennett, as religiões adaptam-se porque precisam convencer as congregações (3). É por isso que se modificam «de acordo com a evolução da língua e da cultura» e de acordo com a percepção popular da ciência. Não mudam quando descobrem coisas novas. Mudam quando os bancos começam a ficar vazios. Mudam, ou desaparecem.
A ciência faz previsões concretas que, quando falham, a obrigam a mudar. Por isso a teorias da relatividade, da evolução e da mecânica quântica, a astronomia, a bioquímica e a cosmologia, não foram mudando ao sabor de “língua e cultura”. Pelo contrário. Mudaram perante os factos e isso fez mudar muito a nossa cultura, a nossa visão do mundo e até a nossa língua. É este o processo que o ateísmo segue. Olhar para os dados em vez de seguir crenças e tradições.
E como os dados exigem modelos para os interpretar, há que considerar vários. Quanto mais melhor. Considerar a possibilidade do universo ter sido criado por Shiva, por Cronos, pelo Homem-Aranha, por Jeová ou por processos físicos. Depois comparar o desempenho desses modelos e escolher o que melhor explica o que se observa. Esse processo, com os dados que temos, dá em ateísmo. Para se chegar a qualquer alternativa religiosa é preciso escolher essa logo à partida e ignorar o processo por completo. E, nesse caso, a escolha é provavelmente determinada pela cultura na qual se nasceu.
*É curioso que não tenha mencionado Mussolini…
1- Alfredo Dinis, Grandes equívocos do ateísmo contemporâneo
2- Times online, 11-3-2010 Chief exorcist Father Gabriele Amorth says Devil is in the Vatican
3- Neste debate, por exemplo: Debate – Hitchens, Harris, Dennett vs Boteach, D’Souza, Wright, Cuidad de las ideas
O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou hoje que as tentativas de envolver o Papa Bento XVI nos casos de pedofilia registados na igreja católica alemã falharam.
Revelações embaraçosas para o Vaticano.
A propósito do encontro a realizar no próximo dia 24 de Março, iniciativa do grupo dos Encontros Ateístas e Humanistas e já anunciado aqui, o Diário de Notícias tem um pequeno artigo na edição de hoje intitulado “Campanha ateísta na visita do Papa”.
O artigo pode ser lido na íntegra neste link
Relembramos que o encontro será no dia 24 de Março, no Fábulas, Calçada de S. Francisco, nº 14, às 20h30

As páginas do Corão apelam constantemente à destruição dos infiéis, da sua cultura e civilização, bem como dos judeus e cristãos (por esta ordem) em nome do mesmo Deus misericordioso que alimenta a imensa legião de clérigos e hordas de terroristas.
O assassínio do cineasta Theo van Gogh, as tentativas de homicídio de Salman Rushdie ou do dinamarquês Kurt Westergaard, autor de caricaturas de Maomé, são os casos mais mediáticos da demência islâmica que aterroriza a Europa e provocou os mais sangrentos actos de horror em Nova Iorque, Londres e Madrid, numa fúria selvagem contra tudo e todos os que consideram infiéis. O Islão não é, neste momento histórico, uma simples crença, é uma máquina de guerra totalitária de que é preciso proteger os povos.
Como entender que haja quem creia, e, pior, quem aceite impor a tolice criacionista nas escolas e que a Terra, apenas a Terra, nasceu no Sábado, 22 de Outubro de 4004 A.C., às seis horas da tarde – como infantilmente calculou o famoso arcebispo James Ussher de Armagh –, num universo que terá começado há cerca de 12 mil milhões de anos?
Com que cara fitaria hoje, cada um de nós, homens civilizados, a nossa mãe, a mulher, as nossas filhas ou as irmãs, se cumpríssemos a recomendação do Talmude – manual de maus costumes, como diria Saramago –, o livro sagrado mais antigo, em uso contínuo, que ordena ao crente que agradeça todos os dias ao criador por não o ter feito mulher?
É essa misoginia que observamos em Paulo de Tarso, judeu de cuja dissidência nasceu o cristianismo, quando expressava medo e desprezo pelas mulheres, que o A.T. afirmava terem sido criadas para uso e consolo do homem. Que demência pode justificar o medo primitivo de que metade da raça humana fosse simultaneamente suja e impura como atestam os textos religiosos?
Um ramo da Al-Qaeda no norte da África informou nesta sexta-feira, 12, que decidiu libertar uma mulher espanhola que foi refém do grupo por 100 dias na Mauritânia porque ela se converteu voluntariamente ao islão.
Um sítio Canadiano que lida com tolerância religiosa fez um estudo piloto onde os seus visitantes foram questionados sobre a eficácia da oração para entender a vontade de deus.
Foi enviado um mail aos participantes que se ofereceram para participar e que foram escolhidos aleatoriamente para fazer parte da amostra.
Nesse e-mail foram enviadas questões sobre orientação sexual, aceitação de casamento entre pessoas do mesmo sexo, afiliação religiosa, tendência política, entre outras. Foi igualmente questionado se os participantes acreditavam ou não em deus. Eram feitas então as perguntas das variáveis dependentes:
a) Pode dizer qual a vontade de deus em relação a casamentos entre pessoas do mesmo sexo através do resultado de uma oração?
No caso da resposta não ser imediata, os participantes eram aconselhados a continuar a orar até pressentirem que tinham a resposta.
Depois era realizada a segunda pergunta.
b) que certeza tem que interpretou correctamente a vontade de deus.
O estudo recebeu 58 respostas. Desses, 68% consideraram-se crentes e capazes de entender a vontade de deus através de oração.
Os resultados são… deliciosos!
26 dos crentes que responderam disseram que deus lhes transmitiu durante a oração que deus concorda com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto 23 disseram que deus lhes comunicou que não aceitava esse tipo de acção.
Mas o mais importante é que (tambores, por favor)…
Todos aqueles que se opõem ao casamento entre pessoas do mesmo sexo disseram que deus disse o mesmo, e todos aqueles que estão de acordo, disseram que deus concordava com o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Aparentemente deus não discorda com as crenças de cada uma das pessoas, apesar das pessoas estarem diametralmente em oposição nas suas opiniões.
Revelador. Principalmente da conclusão recorrente que deus não existe. O que existe são pessoas que acham que falam com um deus.
O Papa acolheu um padre pedófilo quando era arcebispo de Munique, para que fosse tratado, anunciou esta sexta-feira o arcebispado de Munique, na Alemanha.
“A pedido da diocese de Essen, o abade H. foi acolhido no arcebispado de Munique e Freising em janeiro de 1980″, segundo um comunicado do arcebispado, liderado entre 1977 e 1982 por Josef Ratzinger, o actual Papa Bento XVI.
O que terá levado o Vaticano, o arcebispo de Cantuária e o rabino supremo de Israel a tomarem uma posição favorável ao aiatola Khomeini quando, na sua pia demência, condenou à morte Salman Rushdie pelo abominável crime de…ter escrito um livro?
Para as horrendas criaturas estava em causa um crime hediondo – a blasfémia –, um crime de sabor medieval que é um direito cívico de liberdade de expressão e o dever de abandonar uma religião – apostasia –, religião que no seu implacável proselitismo ameaça vergar o mundo, pela guerra, à vontade de Maomé. Os dignitários admitiram os assassinatos cometidos para cumprir a fatwa, e a vida dos tradutores, editores, livreiros e do próprio autor foram irrelevantes perante a fúria demente de quem julga ter rios de mel e dezenas de virgens, a título perpétuo, pela prática de um crime.
Não podemos deixar-nos iludir pelo aparente carácter benigno do cristianismo actual, confiantes de que a luta contra a tirania eclesiástica e os seus interditos foi ganha pelo Iluminismo, pela Revolução Francesa e pela secularização em curso na Europa. Não há vitórias definitivas. O Deuteronómio, que inspirou os inquisidores e não foi revogado, ordena explicitamente aos fiéis que matem qualquer pessoa que professe simpatia por deuses estrangeiros e exige ainda que as pessoas demasiado susceptíveis para tomar parte nas chacinas religiosas devem, também elas, ser mortas. (Ob. Citada 17:12-13).
A raiva e frustração árabe contra o Ocidente, que está na origem do terrorismo suicida e assassino, bem como do seu atraso económico, social e político, é consequência dos versículos do Corão que intoxicam e enlouquecem os crentes. Ler esse plágio grosseiro dos versículos bíblicos, imune à influência da cultura grega e do direito romano, mostra a escassez da compaixão em detrimento da violência, a submissão humana à vontade do deus – o clemente – que um profeta analfabeto imaginou.
Mais uma vez, a Itália está dividida, mas neste caso o Berlusconi não é o pivô. O Vaticano já expressou sua grande preocupação, enquanto jovens, pais e professores de tendência laica falam de um sinal de coragem: a escola pública Kepler de Roma foi a primeira na Itália que instalou máquinas de camisinha no banheiro dos estudantes.
O cardeal Agostino Vallini – que é vigário do Papa na diocese de Roma – criticou a decisão, que definiu como um modo para “banalizar a sexualidade”.
Quando o racismo inspira o ódio perde-se a razão e a dignidade. Combater as crenças não é maltratar os crentes.
In a decision that may have serious implications for church-state separation, the United States Court of Appeals for the 9th Circuit has ruled that the governmental use of the phrase "under God" in the Pledge of Allegiance does not violate the U.S. Constitution. In a 2-1 decision, the court stated that the phrase does not form an unacceptable government endorsement of religion in violation of the Establishment Clause of the First Amendment.
Representatives of the IHEU affiliate the National Secular Society delivered a 28,000-name petition to 10 Downing Street on 4 March 2010, requesting that the cost of Pope Benedict XVI’s trip to Britain be borne by the Church rather than the taxpayer. The delegation from the NSS presented the petition with a covering letter to prime minister Gordon Brown calling on him to downgrade the visit to “pastoral” so that the Church is made responsible for the estimated £20 million cost.
Por
No Jornal i, de hoje:
”Aos 85 anos, o padre Gabriele Amorth já lidou com 70 mil pessoas possuídas pelo demónio. Ele é o principal exorcista da Santa Sé e acaba de lançar um livro que faz jus a uma carreira: “Memórias de um Exorcista”. E, para Amorth, não há dúvidas de que os recentes escândalos de abuso sexual de menores em instiuições da Igreja são obra de Belzebu. “O Diabo está a trabalhar dentro do Vaticano”, diz o padre Amorth em entrevista ao La Repubblica.
Para o padre, as influências satânicas estão espalhadas por todo o Vaticano e são bastante óbvias nos episódios de luta pelo poder interno na igreja, entre “cardeais que não acreditam em Jesus e bispos que estão ligados ao demónio.”A “cobertura” da morte de Alois Estermann, o comandante da Guarda Suíça, em 1998, e do guarda Cedric Tornay, encontrado morto de forma misteriosa, é, na opinião de Amorth mais um exemplo de como o diabo vive e trabalha no Vaticano.” link
A “diabolização” do centro nevrálgico da ICAR, i.e., o Vaticano, a funcionar como uma mezinha “branqueadora” dos infames e intoleráveis crimes de pedofilia praticados por clérigos, sob o olhar cúmplice – ou a ocultação – da hierarquia católica.
Apetece comentar: “Com Clarim toca a lavar!”…
Adam “Nergal” Darski, frontman da banda polaca de death/black metal Behemoth, arrisca uma pena de prisão de dois anos. Corria o ano de 2007 quando, durante um concerto em Gdynia, Polónia, Nergal apelidou a ICAR de “the most murderous cult on the planet” (o culto mais mortífero no planeta), rasgando uma bíblia em palco (algo que pode ser visto aqui). Por ter dito uns impropérios, acompanhado de distribuição e dinamização das histórias da bíblia por entre o público, foi agora formalmente acusado de insultar a Igreja Católica, “crime” cuja moldura penal pode chegar aos dois anos.
Claro que (quem esteja dentro da cena há alguns anos já adivinha) isto só podia vir de uma certa pessoa, o senhor Ryszard Nowak, cabecilha do All-Polish Committee For Defense Against Sects (uma espécie de ministério público para virgens ofendidas e contra seitas, grupo demagógico, mentiroso e perseguidor de bandas como Marilyn Manson e os “nossos” Moonspell) e membro do partido dos irmãos Kaczyński, muito conhecido pelas suas posições conservadoras, de inspiração católica e conhecido azedume contra o regime comunista pré-1989, incluindo à censura existente na altura.
Já tinha sido acusado de “promover o Satanismo” pelo mesmo comité no passado, só que tal não foi para a frente por haver apenas um acusador (a lei exige dois, no mínimo). Porém uma segunda queixa foi apresentada e o caso segue agora.
O músico alegou que rasgar a bíblia (algo que faziam em palco desde 2005) apenas faz parte do seu trabalho artístico e que não pretendia ofender sensibilidades religiosas. Afirma-se como “não culpado”, mas um especialista em história da religiões de uma universidade de Cracóvia ouvido no tribunal indicou que qualquer cópia da bíblia deve ser considerado um ícone religioso, e que a sua destruição “pode ofender o sentimento religioso“, punível por lei no país.
Esta foi a segunda tentativa formal de um processo, depois de uma queixa de Nowak em 2008. Segundo Nergal, tentaram impedir espectáculos, enviaram cartas a dizer “isto e aquilo” da banda e que eram o “inimigo público nº1″, mas que ao mesmo tempo tudo funcionava como uma “boa promoção”.
Em 2009 o baixista Tomasz “Orion” Wroblewski disse à revista alemã Decibel que quem conheça os Behemoth e a temática das letras sabe o que esperar em palco, e que há “um bocado de filosofia por detrás da banda”. Afirmou ainda a surpresa de haver gente a aparecer nos espectáculos que, sentindo-se ofendida com o que se faz em palco, mais parece que vai com o propósito de ser ofendida. Orion indicou que não ofendem nenhuma pessoa em particular, apenas “a religião em que foram educados”. Mais curioso foi ter apresentado o exemplo de Sinead O’ Connor (a cantora rasgou uma foto de João Paulo segundo num Saturday Night Live), imaginando o que aconteceria se tal tivesse sido na Polónia…
Se Nergal for condenado, espero que apele a uma instância superior. Se mesmo assim tal não der resultado penso que o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem lhe dará razão, pois mesmo o nosso próprio país não se tem portado da melhor maneira neste capítulo, e basta ver os exemplos para imaginar o que se pode vir a passar. De qualquer maneira, o músico polaco merece toda a nossa solidariedade e apoio.
CIDADE DO VATICANO — O Vaticano defendeu nesta quinta-feira o celibato dos padres, apesar das críticas à abstinência sexual feitas por teólogos e analistas, que citam esse comportamento como uma das causas da pedofilia após os recentes casos denunciados na Alemanha, Irlanda, Áustria e Holanda.
Nota: A idade e múnus tornaram casto o Papa.
Um ateu militante decidiu deixar uma imagens de “figuras religiosas proeminentes em poses sexuais” na capela do aeroporto de Liverpool. A notícia não é clara quanto ao modo. Se foi um placard ou se foi grafite, mas este senhor foi condenado por “religiously aggravated offences”, isto é, ofensas religiosas agravadas.
Se ele vandalizou a sala deve ser condenado por vandalismo como qualquer delinquente infantil que gosta de etiquetar propriedade alheia, se não houve vandalismo não deve acontecer-lhe nada! Isto é revoltante. É verdade que este senhor tem claramente falta de tacto mas falta de tacto é socialmente repreensível não criminalmente.
Eu acho ofensivo a maioria dos anúncios que mostram mulheres em situações subservientes como pedaços de carne a ser vendidos na próxima feira mas ninguém me protege destas ofensas que são expostas na via pública. Eu actualmente já não vejo televisão por causa disso mas não posso viver em minha casa isolada. Se as pessoas têm problemas em ser ofendidas que fiquem em casa com vendas e tampões nos ouvidos porque há sempre alguém a fazer qualquer coisa que seja ofensiva para pelo menos um outro. Porque é que alguns devem ser mais protegidos que outros? Senhores crentes, não queiram ser mais importantes do que realmente são. Eu sei que humildade não é o vosso forte com toda a conversa do “somo o propósito da criação” mas tenham juízo.