No seu mais recente livro, o brilhante físico Stephen Hawking alterou uma posição prévia que tinha apresentado há uns anos atrás e diz que “o universo é o produto de leis da física, não de Deus”.
Eu tenho o livro Breve História do Tempo, e realmente, nesse lívro, Hawkins é assim um pouco para o dúbio por vezes, hesitando entre admitir uma inteligência supra-natural, e professar a sua certeza que nada no universo precisa de uma “força primeira”.
Fico contente que ele tenha explicado melhor a sua posição

Entretanto o jornal The Guardian na sua versão on-line tem a mais estúpida das sondagens.
Ajudem a aumentar ainda mais as respostas positivas
Não há espaço para Deus nas teorias sobre a criação do Universo, garante o cientista Stephen Hawking
O Big Bang foi simplesmente uma consequência das leis da Física e Deus não teve nenhum papel nisso. A teoria do professor Stephen Hawking surge no seu novo livro, intitulado The Grand Design, e vai contra a posição assumida anteriormente pelo cientista britânico, que chegou a defender que a crença num Criador não era incompatível com a Ciência, num best-seller publicado em 1988.
O rabino Ovadia Yosef é «líder espiritual» de um partido político israelita (o que em Israel é assumido, embora profundamente anacrónico para a Europa civilizada). Tem um longo passado de declarações controversas, que incluem dizer que «os pretos» de Nova Orleães mereceram o «tsunami»(sic) Katrina, porque não estudavam a Torá e porque Bush apoiou o desmantelamento de colonatos em Gaza. No passado, já pediu a «aniquilação» dos árabes («é proibido ter piedade deles», disse).
Esta semana, desejou publicamente a morte dos líderes palestinos. Deve ser a sua forma de contribuir para as negociações de paz e para o diálogo inter-religioso.
Haverá alguma religião abraâmica sem fanáticos instigadores da violência sectária?
Bento XVI recordou esta quarta-feira, durante a audiência geral na residência de Verão, que os sacerdotes na Idade Média também cometeram “pecados”, num momento em que várias denúncias de casos de pedofilia afectam a imagem da igreja católica.
Existem várias críticas ao Novo Ateísmo e o melhor exemplo deste criticismo pode ser visto na série de posts que Alfredo Dinis dedicou aos Equívocos do Ateísmo contemporâneo no blog Companhia dos Filósofos.
Sem querer entrar por todos os argumentos feitos pelo professor, há um em particular que chamou a minha atenção e prende-se exactamente com a leitura literal que alguns dos proponentes do Novo Ateísmo fazem dos livros sagrados.
O Alfredo Dinis afirma que o Novo Ateísmo tenta reduzir a experiência religiosa a alguns episódios anedóticos que não reflectem a totalidade da crença no divino. Estou longe de discordar com ele, porque acho que algo tão complexo como a crença religiosa não pode ficar apenas pelas manifestações de personagens tão bem nossas conhecidas como Dawkins, Harris ou Hitchens.
Veja-se, a título de exemplo, a crítica de Alfredo Dinis no 7º equívoco – referindo-se a Sam Harris:
“Ele [Sam Harris] estabeleceu como único princípio de hermenêutica bíblica que são os religiosos fundamentalistas os únicos a fazerem uma leitura correcta dos textos sagrados, sejam eles a Bíblia, o Corão ou quaisquer outros, e este princípio não admite qualquer crítica, embora acuse os crentes em geral de completa ausência de espírito crítico. Harris ignora por completo que o que o que afasta os religiosos moderados de uma interpretação sistematicamente literal dos textos sagrados é precisamente a atitude crítica e informada com que lêem esses textos.”
É uma realidade que nem todos os crentes partilham da visão fundamentalista de ler exactamente aquilo que está escrito. Há que ter em conta a longa tradição da interpretação que alguns sectores da Igreja Católica têm feito ao longo dos últimos anos quanto às Escrituras e à luz do que conhecemos hoje da História da Humanidade, com especial relevo, do conhecimento que temos das fontes extra-bíblicas e especialmente do Cosmos e dos avanços científicos.
Não sou perita em exegese, mas o Padre Carreira das Neves no livro O que é a Bíblia, afirma, sem qualquer polémica, que a descrição da Criação do Homem no Génesis: “Este mundo de ideal edénico nunca existiu nem existe, a não ser na narrativa mítica”. Pag. 102
Mas é também dentro do Catolicismo, pela voz de Bernardo Motta que verifico que o exercício intelectual de transpor os relatos bíblicos à realidade daquilo que hoje conhecemos não é assim tão simples. Durante os meses de Verão, o Bernardo dedicou-se a reflectir sobre a ortodoxia da Igreja Católica. Nomeadamente, no papel que o Mal, encarnado no Diabo, tem assumido na sociedade actual, ao contrário daquilo que vários exegetas afirmam.
Assim, na resposta às minhas questões, o Bernardo afirma:
“Assim, o cristão fala do Génesis como o livro que relata, entre outras coisas, as verdades fundamentais de Deus Criador do Universo, da Tentação pelo Diabo, e da Queda do primeiro casal. Eu aceito necessariamente tudo isso como verdades, enquanto posso re
conhecer que as palavras que são usadas constituem imagens que ajudam a aceder à verdade: a serpente, a maçã, a árvore, etc.; já Santo Agostinho, na sua obra “De Genesi ad litteram”, dizia que a Criação não teria, necessariamente, que ter durado seis dias em sentido literal, ou seja, seis dias de 24 horas. No entanto, é correcta leitura do Génesis ler o texto da Criação como relatando uma sequência verdadeira e real: trevas iniciais, surgimento da luz, etc.”
Interpretando aquilo que o Bernardo escreve, a Exegese – ou seja a interpretação dos textos sagrados – deve ser literal, pelo menos naquilo que vai ao encontro da ortodoxia católica. Se a Bíblia fala na Criação do Ser Humano, maculada pelo Pecado Original; Se Jesus expulsou demónios, descritos nos Evangelhos – isto não é simbolismo, não é uma mera metáfora que concentra a compreensão daqueles homens que escreveram os textos há tantos séculos atrás, é a realidade. Se no Texto sagrado se fala de Satanás e de Possessões, então isso realmente é possível. A autoridade reside totalmente na interpretação que a Igreja deu a esses mesmos textos. Se a Igreja assim afirma, é porque é verdade.
Mas, por mais que compreenda a posição informada de pessoas como o Alfredo Dinis e o Padre Carreira das Neves, não posso deixar de aceitar a posição do Bernardo. Não terá ele razão quando afirma
Sem Queda, a Incarnação não faz sentido.
Para a Igreja Católica, independentemente de se considerar as escrituras (tanto do Antigo como do Novo Testamento) como um exercício do Homem, com as suas rudimentares capacidades, para tentar alcançar um sentido para vida, existem preceitos do texto sagrado que precisam de ser traduzidos literalmente de modo a podermos compreender a doutrina da religião católica.
Há de certeza um método, que me escapa, de escolher entre o que é literal e o que é metafórico. E se o que é metafórico reflecte a inquietude dos Homens perante a sua própria fragilidade e a imensidão do Universo, porque não estender essa frágil procura humana à totalidade das escrituras?
Se os Novos ateístas são acusados de unicamente lerem o sentido literal sem tomarem atenção ao sentido metafórico, haverá com certeza alguns crentes com a mesma dificuldade:
“Explique, por favor, a mim que sou simples crente, e que não tenho a sorte de ser bafejado pela gnose do exegeta, porque é que a Igreja me tem ensinado tudo mal? Tenho sido enganado pela Igreja? Não disse Cristo que a Igreja não sucumbiria? Cristo enganou-se? Outra vez? Ah, é que Cristo não é… exegeta!”
No novo episódio desta série, o Alfredo Dinis aborda o que diz ser o «Oitavo equívoco [do ateísmo]: a persistência do literalismo bíblico»(1). Alega que os ateus recusam «afastar-se da interpretação literal sistemática e descontextualizada» da Bíblia, «à boa maneira do fundamentalismo criacionista».
Não é verdade. Os fundamentalistas defendem que a Bíblia é a palavra literal e inerrante de Deus enquanto os ateus defendem que a Bíblia contém afirmações falsas e maus conselhos. Como, por exemplo, que o universo foi criado em seis dias ou que se deve apedrejar as crianças desobedientes. Por isso, fundamentalistas e ateus têm posições opostas acerca da Bíblia, e não semelhantes como o Alfredo sugere. Uns defendem que a Bíblia é a verdade revelada por Deus e os outros que defendem tratar-se de histórias inventadas por humanos.
A posição católica é que está no meio. Admitindo que a maior parte do que está na Bíblia não é aceitável se for lido como foi escrito, defende que ainda assim é verdade porque tem de ser “interpretado”. E aqui começam outros problemas.
Escreve o Alfredo que a interpretação literal da Bíblia é «descontextualizada», não considerando «o contexto histórico e cultural dos textos bíblicos.» Mas é a interpretação católica moderna que retira os textos bíblicos seu contexto original e os reinterpreta à luz da nossa cultura moderna. Originalmente, o Génesis foi escrito – e era lido – como um relato factual da criação do universo. E as recomendações do Deuterónimo, como apedrejar os filhos desobedientes, não eram uma mera ilustração dos costumes bárbaros de tribos primitivas. Foram escritas e lidas como representando a vontade de Deus. E foi assim durante séculos até que o progresso da ciência e da ética obrigaram muitos religiosos a rejeitar a letra da Bíblia. Mas, no contexto original, a Bíblia era para ser levada à letra como fazem os fundamentalistas.
O Alfredo Dinis explica também que se deve considerar «quatro sentidos hermenêuticos na interpretação do texto bíblico: literal, metafórico, moral e escatológico» e que devemos dar atenção «às formas literárias e às maneiras humanas de pensar presentes nos textos bíblicos». Apesar dos teólogos modernos deturparem o sentido original destes textos, concordo com a ideia em abstracto. A análise de um texto, enquanto tal, deve considerar os sentidos de interpretação, os estilos literários e essas coisas.
Mas o que está aqui em causa não é a crítica literária. O que separa crentes e ateus não são questões de estilo ou de interpretação. É saber se a Bíblia é como defendem os crentes, um veículo da revelação divina de factos e deveres, ou se é como desconfiam os ateus, opiniões e histórias escritas por humanos. E para ver se a Bíblia tem origem divina temos de testar o que lá está escrito. Para isso as hermenêuticas não ajudam. O Alfredo também não daria vinte valores a um aluno que, não tendo uma única resposta certa, lhe dissesse saber tudo da matéria mas que o seu exame devia ser interpretado e não levado à letra. Para avaliarmos se a Bíblia foi mesmo algo que Deus revelou àqueles que a escreveram temos de considerar o que está lá escrito e o contexto em que o escreveram.
As (re)interpretações modernas da Bíblia constituem uma falácia de petição de princípio. Escreve o Alfredo que a interpretação literal da Bíblia «não é possível, por exemplo, quando entra em contradição com dados provenientes da história, das ciências naturais, etc.» Mas a interpretação literal é sempre possível. Só que mostra que a Bíblia não surgiu por revelação divina mas sim por especulação humana, porque a Bíblia exprime exactamente os erros e preconceitos que se esperaria ver num texto escrito por pessoas como aquelas que a escreveram. É isto que os ateus apontam.
Quando o Alfredo diz que essa interpretação literal “não é possível” porque contradiz os factos está a assumir, implicitamente, que é impossível a Bíblia conter falsidades. Mas é precisamente essa premissa que está em causa. A reinterpretação que a teologia moderna faz da Bíblia surge de assumir como premissa aquilo que só faria sentido como conclusão: que a Bíblia é a palavra inerrante de Deus.
A teologia diz que a Bíblia deve ser sempre interpretada de forma a não contradizer o que sabemos. O reverso da medalha é que, com esta restrição, a Bíblia nunca nos pode dar qualquer novidade testável. Ou a interpretamos pelo que julgamos saber ou especulamos que nos diz coisas cuja verdade nunca poderemos determinar. Isto protege a teologia de qualquer refutação mas torna-a numa mera mancha de Rorschach que só mostra o que lá imaginamos ver. E isto acaba por dar razão aos ateus. A religião não é uma revelação divina de verdades profundas. É apenas uma ilusão criada por humanos.
1- Alfredo Dinis, Grandes equívocos do ateísmo contemporâneo
Em simultâneo no Que Treta!
“Bento XVI salientou hoje a necessidade de as visões místicas terem de ser submetidas à Igreja Católica e validadas pelos seus responsáveis antes de serem difundidas pelos fiéis.
Na audiência geral realizada esta Quarta-feira na residência pontificia de Castel Gandolfo, perto de Roma, o Papa frisou que “a pessoa depositária dos dons sobrenaturais” não os ostenta e, “sobretudo, mostra total obediência à autoridade eclesiástica”.
As palavras de Bento XVI foram proferidas a propósito da catequese que dedicou a Santa Hildegarda de Bingen, que nasceu no ano de 1098, em Bermersheim, actual Alemanha, e morreu em 1179.
“Como sempre sucede na vida dos verdadeiros místicos”, afirmou o Papa, também Hildegarda quis submeter as suas revelações à “autoridade de pessoas sábias para discernir a origem das suas visões, temendo que fossem fruto da sua imaginação e que não viessem de Deus ”
Ver aqui.
Falando de “não ostentação”…

E não há tal coisa como “verdadeiros místicos”. há pessoas com desequilíbrios mentais, com ilusões de sobrenaturalismo, com imaginações férteis, com segundas intenções pouco louváveis, entre outras.
Deixem de promover o obscurantismo. Ou então ganhem um milhão de dólares com a Fundação James Randi.
Norwegian Minister of Culture Anniken Huitfeldt has responded to a long-standing request of the Norwegian Humanist Association (NHA) by appointing a commission whose mandate is to develop a more comprehensive Norwegian life stance policy. But even though the commission has a Humanist deputy leader, the NHA has criticized it for being dominated by Christians and lacking any human rights experts.
-->Olá amigos cristãos e ateístas
O meu nome é João Rachalenha. E sou o fundador do Instituto de Gestão Inteligente (IGI). O nosso objectivo é apresentar uma outra explicação para a Teoria da Gravidez, ou seja, a teoria que os humanos se desenvolvem através de um ovo e de um espermatozóide.
O nosso manifesto é contra a ideia que existe um estágio gradual, parecendo no início como um salmão, depois como um salamandra e finalmente como um humano
Como fundador e cientista chefe do IGI eu exijo que tempo igual seja atribuído para o ensino da nova teoria da gravidez, a teoria da cegonha, que está a ganhar apoio na comunidade científica.
Estas são as questões que são mais vezes nos referidas.
FAQ:
Q:Se os bebes não nascem na barriga da mãe, porque fica esta grande?
R: Estudos científicos mostram que é impossível que os peitos de uma mulher sejam incapazes de suportar todo o leite que o bebe vai precisar, como tal desce para a barriga para ser armazenado. Evidência científica pode ser observada em vacas.
Q: Mas ecografias mostram o desenvolvimento de crianças
R: Experimentos mostram que os ultra-sons causam ondas que fazem o leite mexer-se, o que dá a sensação de ser uma bebe.
Q: De onde vêm os bebes então?
R: Quando a figura mais importante da história humana nasceu, textos mostram que ele foi apresentado ao mundo quando uma pomba desceu dos céus. A cegonha, sabemos através da ciência que é da mesma família genética das pombas. A probabilidade de uma coincidência como esta acontecer por acaso pode ser calculado em menos de 1 sobre um número muito comprido. Fica assim demonstrado cientificamente que as cegonhas podem trazer os bebes à terra.
Igualmente, os cientistas colocam-nos perguntas, a quais temos respostas científicas para dar.
FAQ’s de cientistas
Q: Porque fica o utero da mulher de tamanho normal quando nasce o bebe?
R: Porque o leite transfere-se para o peito para o alimentar da criança. De outra forma, como poderia a mãe amamentar o bebe? Nos desafiamos os cientistas a mostrar um caso de uma mãe que alimente uma criança a partir do estômago.
Q: Mas existem fotos de crianças a sairem de dentro da mulher.
R: Fotos podem ser adulteradas. E de qualquer maneira, porque é que se andam a tirar essas fotos desses sítios?
Q: Eu já estive numa maternidade, e nunca vi nenhuma pomba ou cegonha.
R: A ausência da evidência não significa evidência da ausência..
Q: Não se importava de debater Richard Dawkins neste assunto?
R: Acho que ficaria bem no currículo dele, mas de certeza não no nosso.
Q: Quais são as qualificações académicas dos cientistas no seu instituto? Sabemos que tem um cientista com um bacharelato da Universidade de Pecuária de Évora com um Maior em bifes grelhados e um Menor em batatas à murro.
R: Isso não tem fundamento e estamos desapontados que nos faça essa pergunta, que é um ataque pessoal para nos desacreditar.
Para terminar, o nosso argumento é este: Imaginem todos os passos que são ditos serem parte da “gestação” de uma criança. Todos esses passos, ou uma cegonha que traz o bebe? A “navalha de Occam” explica o óbvio. Vamos dizer que encontra um bebe numa praia enrolado num cobertor. O que é mais óbvio, que um ser inteligente o lá deixou, ou que alguém veio-se para a praia? O “ónus da prova” reside com aqueles que não acreditam na teoria da cegonha”
Entretanto, Richard Dawkins já respondeu
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O original pode ser encontrado aqui.
«Uma semana antes dos acontecimentos de 11 de Setembro de 2001, estive num debate com Dennis Prager, que é uma das mais conhecidas personalidades religiosas da televisão na América.
Ele desafiou-me publicamente a responder ao que chamou «uma pergunta de sim ou não» e eu concordei de boa vontade.
- Muito bem, declarou ele: eu devia imaginar-me ao anoitecer numa cidade desconhecida; devia imaginar que via um grande grupo de homens a aproximar-se de mim. Agora – sentir-me-ia mais seguro, ou menos seguro, se soubesse que estavam apenas a voltar de um encontro de oração?
Como o leitor perceberá, esta pergunta não pode ser respondida com um sim ou um não.
Mas eu respondi como se não fosse hipotética:
- Para me manter apenas na letra “B”, já tive essa experiência em Belfast, Beirute, Bombaim, Belgrado, Belém e Bagdad. Em todos os casos posso dizer com certeza, e apresentar razões para a minha resposta, porque é que me sentiria imediatamente ameaçado se pensasse que o grupo de homens que se aproximava de mim ao anoitecer vinha de uma cerimónia religiosa».
- Christopher Hitchens
O Governo francês considerou ontem, terça-feira, como “inaceitáveis” os insultos de certos meios de comunicação social iranianos contra Carla Bruni (na foto), mulher do presidente francês, Nicolas Sarkozy, informando que foi enviada “uma mensagem” a Teerão sobre o assunto.
Nota: Os trogloditas de Maomé odeiam a sensualidade, a beleza e a liberdade.
Se a alva e meiga Senhora que, há cerca de noventa e três anos, poisou numa azinheira, vestida com um manto de luz, para gáudio de três inocentes pastorinhos, por erro de navegação celeste houvesse poisado numa azinheira errada e encontrado um só pastor, mancebo de vinte e tantos anos; se a falta de energia lhe tivesse apagado o manto, sendo a beleza tanta quanto dela disseram as criancinhas, e entre o manto e o corpo nada houvesse, como é de crer, por ser a luz que resplandecia o único vestido que a cobria, poderia o dito pastor chamar-se José, como o humilde e humilhado carpinteiro de Nazaré, e a história seria outra.
Se o dito pastor, mancebo de vinte e tantos anos, na flor da idade e do desejo, impelido pelos sentidos, fosse tão rápido e eficaz a tomar a dita Senhora como o era a conduzir o rebanho, não seria o papa, muitos anos depois, a entrar em êxtase; seria ele, pastor, ali e então.
E, em vez de serem criancinhas a ouvir “eu sou a Nossa Senhora”, pitoresca apresentação que só ouvi a um Sargento, apresentando-se aos soldados, “eu sou o nosso primeiro Vieira”, em vez dessa apresentação que os exegetas atribuem à Virgem Maria, teria ouvido o pastor, mancebo de vinte e tantos anos, mais afeito ao rebanho do que ao corpo feminino, à guisa de apresentação e despedida, com voz lânguida e conformada, eu sou Maria.
Tudo leva a crer que a referida Senhora, de tão rara beleza, teria esquecido a conversão da Rússia, poupado o dito pastor à oração e, em vez de duas ou três aparições, poderia tentar outras, sabendo embora que não era a azinheira certa aquela em que poisava, mas adivinhando à sua sombra o pastor, mancebo de vinte e tantos anos.
Diz-me um amigo que o País devia duplicar o número de azinheiras para igualmente duplicar as probabilidades de novas aparições. Tenho a esse respeito opinião diferente, tese igualmente respeitável, embora nestas questões pouco valha a dialéctica, impossível que é formular a antítese, pois a ciência certa nunca a teremos. Penso que o caminho, o caminho correcto, está em duplicar o número de crianças que prefiram à escola a oração e se dediquem à pastorícia, de preferência longe dali, que os milagres raramente se repetem perto, e se acontecem, como há sobejas provas na Ladeira e noutros sítios, nunca são reconhecidos, por se desconfiar da abundância e se temer a concorrência.
E se no futuro apenas houver pastores crianças, com joelhos no chão e olhos no Céu, nunca mais haverá qualquer pastor na flor da idade e do desejo, mancebo de vinte e tantos anos, a ofender a virtude e a mudar o sítio às azinheiras, a perturbar a circulação celeste e os milagres.
Tony Blair está zangado.
“Nós estamos a enfrentar um ataque agressivo das forças seculares. Nós enfrentamos a ameaça de extremismo entre nós”
Continuando por dizer que “não existe qualquer esperança” para ateístas que criticam a ideia de deus, disse que a maneira de confrontar os secularistas é uma união entre as diferentes religiões
Blair disse igualmente que “aqueles que fazem pouco de Deus e aqueles que fazem violência em Seu nome, ambos representam visões da religião. Mas ambos os lados não mostram qualquer esperança para a fé no século 21″
Ver aqui.
Isto é fantástico!!
Pedidos de “guerra santa” por um religioso medíocre, indeciso em que versão de deus se deve prostrar, e que agora se acha no direito de fazer ameaças aos ateístas e aos secularistas.
A caravana avança enquanto os cães ladram.

Esta notícia já tem algum tempo, mas…
…a PAMAP é agora membro da Atheist Alliance International.

A AAI é muito activa, e com uma agenda de trabalhos sempre muito intensa. Repetidamente temos e-mails da AAI para tomadas de decisões nesta organização. O último exemplo é um conjunto de moções (que se pode ver aqui) sobre, por exemplo, criar uma união com a American Atheists, uma declaração sobre como lidar com o Islão, questões de separação entre Estado e Igreja e Educação e religião.
É uma honra para nós. Se alguém quiser mais informação, contacte-nos.
( Crónica a partir da tradição popular, modificada.)
Naquele tempo, em Magdala, na antiga Palestina, uma multidão preparava-se para apedrejar Maria sobre quem recaía a acusação de ser pecadora. Fora um boato posto a correr, talvez por um corcunda da tribo de Manassé, ressentido por se ter visto recusado, que a sujeitara àquele veredicto popular de que não cabia recurso. O princípio do contraditório ainda não tinha sido criado nem era hábito ouvir o acusado, principalmente sendo mulher, nem a absolvição estava enraizada nos hábitos locais. A lapidação de Maria tinha transitado em julgado.
A lapidação era, aliás, um divertimento muito em voga, que deixava excitados os autóctones que habitavam as margens do rio Jordão que atravessava o Lago Tiberíade a caminho do mar Morto. Diga-se, de passagem, que esse desporto ainda hoje é muito popular em numerosos países, para imenso gáudio das multidões, e não faltam adeptos um pouco por toda a parte.
Aconteceu que andando o Senhor Jesus a predicar por aquelas bandas, depois de indagar o que se passava, aproveitou a multidão para se lhe dirigir, e disse:
- Aquele de vós que nunca errou que atire a primeira pedra.
O nazareno tinha créditos firmados com vários milagres e até a cura de um leproso lhe era atribuída entre os galileus. Falava-se mesmo, com rancor entre os fariseus, que teria ressuscitado um morto de nome Lázaro. Vários independentes já lhe tinham manifestado apoio, como sucede sempre que o poder está em vias de mudança.
Todos pareceram hesitar. Muitos deixaram cair as pedras com que se tinham municiado. Havia mesmo alguma crispação nos que vieram de longe, com sacrifício, e um certo desapontamento de todos os que esperavam divertir-se. Só o Senhor Jesus continuava sereno, a medir o alcance das sua palavras. Mas, eis que da multidão se ergueu um braço e Maria de Magdala caiu derrubada por uma pedrada certeira.
Enquanto algumas pessoas a reanimavam, na esperança de repor o espectáculo que tão depressa se esgotara, o Senhor Jesus foi junto do atirador e disse-lhe:
- Então tu, meu filho, nunca erraste?
- Senhor, a esta distância, nunca.
Fitas publicadas em dois jornais belgas mostram um ex-cardeal católico pedindo que uma vítima não revele que sofreu abuso sexual por um bispo, aumentando a polémica em torno dos escândalos sexuais dentro da Igreja.
As gravações feitas de forma secreta pela vítima trazem o ex-cardeal Godfried Danneels, antigo líder da Igreja na Bélgica, pedindo para uma vítima que aceite um pedido de desculpas em particular ou espere um ano para que o bispo se aposente antes de tornar o caso público.
Por esta altura todos sabem que Hitchens tem cancro no esófago. Nada de mais, o “velho leão” vai viver muitos mais anos e fazer-nos companhia no ateísmo.
Ficam aqui os votos do The Thinking Atheist (que são também os nossos)
Hitchens… sem concessões. Nem mesmo a um inimigo comum.

Tivemos o prazer de ver Christopher pessoalmente, e é uma experiência única.
WASHINGTON — O departamento americano de Estado condenou neste domingo a “profundamente ofensiva” declaração de um influente rabino israelita, que disse esperar que o líder palestino Mahmud Abbas e os seus compatriotas “desapareçam do mundo”.